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Online ainda é sinónimo de diversão
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Online ainda é sinónimo de diversão

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Online ainda é sinónimo de diversão

Braga

2010-07-23 às 06h00

Redacção Redacção

Internet dominou o último dia da 11.ª edição da International Association for Media and Communication Research (IAMCR), que terminou ontem na Universidade do Minho. Apesar de ser ainda um campo por explorar, perspectivaram-se as vantagens do meio.

A nova geração ou a ‘net gera- ção’, como classifica Andrew Duffy da Universidade Nanyang Technological, de Singapura, usa e abusa da internet, mas será que a vê como um meio credível de obter informação, ou apenas a utiliza como forma de entretenimento? “Online é para o divertimento, offline é para trabalhar”, afirma o investigador.

O crescimento online afecta as crenças e os comportamentos, os valores e a forma de fazer jornalismo. No entanto, a actual população não confia no online, recorrendo, por sua vez aos meios tradicionais - televisão, jornais e rádio - que continuam a ser as plataformas mais usadas para o acesso à informação.

A “santa BBC”, como classifica o investigador, assim como outras empresas mediáticas, continua a ser consultada religiosamente, em detrimento de blogues informativos e sites pessoais, embora a informação usada por estes seja de origem mediaticamente credível, como jornais e telejornais.


Excesso de controlo pode ameaçar liberdade de expressão

Qual é a fronteira entre o acompanhamento parental legítimo e o controlo excessivo do uso que os filhos fazem da internet? Para Alison Powell, investigadora da universidade britânica de Oxford, a definição dos limites de controlo é, sobretudo, uma questão cultural e ideológica.
A universitária exemplificou com a diferença de perspectiva entre os EUA e o Reino Unido, com os norte-americanos a privilegiarem o direito dos pais a educarem os filhos como entenderem e os pais britânicos a conceder-lhes uma maior liberdade.

Surge assim um problema com o direito das crianças à liberdade de expressão, consagrado no artigo 13 da Convenção sobre os Direitos da Criança, das Nações Unidas, da qual os EUA não são signatários. Isto porque uma posição extremada sobre os perigos da internet pode privar os menores dos benefícios do mundo online, afirmou a investigadora na apresentação do seu estudo sobre a relação entre a segurança das crianças e a liberdade de expressão.

No entanto, a investigação indicou que o reconhecimento dos perigos do mundo virtual é consensual, mesmo entre quem defende uma posição mais liberal no uso da internet por menores. O problema passa a ser que tipo de controlo é que se deve instituir. Para Alison Powell, este debate divide-se entre duas perspectivas: a auto-regulação ou a governamentalização da internet.


Cidadania pode passar pelos media sociais

As redes sociais reúnem ferramentas para a emancipação dos utilizadores, estimulando a cidadania. Contudo, questiona-se se o poder que os media sociais, como facebook, atribuem aos indivíduos é espontâneo ou se resulta de uma certa pressão social. Estas foram as ideias em discussão, na sessão de economia política dos meios de comunicação realizada ontem de manhã.

Katharine Sarikakis, da Universidade de Leeds, Reino Unido, frisou que as redes sociais oferecem aos utilizadores distintos graus de liberdade e de autonomia. Hoje, os cidadãos não exercem cidadania participando nas instituições, mas envolvendo-se na livre troca de informação que ocorre a nível global nos media sociais.

No entanto, Jo Pierson, da Universidade de Bruxelas, salientou que, nas plataformas online, predomina uma privacidade subjectiva, no sentido em que, cada vez mais, as pessoas têm necessidade de tornar público aquilo que fazem, sem muitas vezes estarem conscientes dos perigos que isso pode envolver. O investigador referiu ainda que a participação nas redes sociais resulta, frequentemente, de uma espécie de obrigação social.

Por sua vez, Elsa Costa e Silva, da Universidade do Minho, centrou-se na blogosfera de opinião política em Portugal, destacando a potencialidade da internet e dos blogues para enriquecer a participação e o pluralismo político. A investigadora concluiu que estes blogues não são ainda realmente autónomos, mas encontram-se antes ligados aos media ‘mainstream’ e a um grupo social já muito representado na vida pública.


Media tradicionais ainda prevalecem

Apesar do esforço dos membros do Parlamento Europeu no fortalecimento da presença online, a internet continua a ser usada como um mero complemento aos tradicionais meios de comunicação, no que toca à informação política. Esta foi a conclusão retirada do plenário “cidadania, participação politica e os media”, que decorreu na última manhã do IAMCR.
No estudo apresentado por Josiane Jouet, investigadora do Instituto Francês de Imprensa, ficou patente que os media tradicionais, como a rádio e a televisão, continuam a ser as principais plataformas para o consumo de informação política. Os sítios online são utilizados como espaço de debate púbico e fonte de acesso conteúdos diversos.

Ainda que esta conjuntura seja conhecida, Jordanka Tomkova, do Instituto Europeu Universitário, em Itália, demonstrou que os membros do Parlamento Europeu desenvolveram nos últimos anos a sua presença na internet. A possibilidade de aumentar o contacto directo com os cidadãos e promover uma maior transparência e personalização da informação disponibilizada são as principais razões do reforço da presença no universo online.

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