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Braga

2020-01-26 às 08h05

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

O património musical da Freguesia de Mire de Tibães é o título da exposição que foi inaugurada ontem na Sala do Recibo do Mosteiro de S. Martinho de Tibães. A exposição estará patente ao público até 1 de Março.

“Um património único com o mosteiro de Tibães e a vivência no passado dos beneditinos que são uma ordem que sempre deu prioridade à música. Houve grande música no passado. O esplendor da liturgia era semelhante à da catedral na cidade”, contou Elisa Lessa, coordenadora do projecto ´Património Musical’ que ontem inaugurou a exposição ‘O Património Musical da Freguesia de Mire de Tibães’ que está patente na Sala do Recibo do Mosteiro de S. Martinho de Tibães até ao dia 1 de Março.

Elisa Lessa lembra que “grandes organistas tocaram no órgão de Tibães que é um objecto histórico único e que hoje, infelizmente, não está em condições de ser tocado e que eu espero poder ouvir um dia tocar como no passado, mas para isso é preciso um grande investimento financeiro”, recordando que “o país sabe do valor patrimonial que está aqui e é é investir em cultura e dar prioridade aquele que é o nosso património que é único. Trata-se de um órgão ibérico extraordinário do século XVIII”.

A exposição acolhe resultados de conhecimento diverso, incluindo a iconografia musical, o espólio musical, a prática musical e o seu contexto e ambiciona dar a conhecer, preservar e valorizar o patrimínio musical da freguesia de Mire de Tibaes, tornando-o acessível ao público em geral.
Elissa Lessa deixa ainda o alerta para “a necessidade de se fazer o registo destas tradições musicais para que não se percam no tempo. É importante fazer esse levantamento e registar tdas estas tradições orais”, apontando o caso do sineiro de Tibães, Fernando Silva.“É absolutamente extraordinário. O senhor Fernando continua a subir à torre da igreja e tocar o sino. É uma experiência fabulosa ouvir as histórias que Fernando Silva tem para contar”, disse Elisa Lessa ao ‘Correio do Minho’.

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