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“Os pedidos de apoio para refeições escolares vão aumentar”
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“Os pedidos de apoio para refeições escolares vão aumentar”

Braga

2020-04-06 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Vereadora da Educação da câmara de Braga antevê um aumento do número de pedidos para o fornecimento de refeições escolares, apoio que a autarquia estendeu também a alunos do escalão B.

Com o prolongamento do estado de emergência que obriga muitos agregados familiares a permanecerem em casa, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Braga antevê um aumento dos pedidos de apoio para o fornecimento de refeições escolares por parte dos alunos mais carenciados.
São os alunos do escalão A que tem direito a estas refeições, mas para responder a esta situação de crise social, o Município de Braga decidiu também estender o apoio aos alunos do escalão B, dando a possibilidade a muitas famílias de usufruírem desta resposta.

“Temos tido alguns pedidos que são articulados com os respectivos agrupamentos”, diz a vereadora, confirmando que se numa primeira fase as famílias preferiram manter-se confinados em casa, com a perspectiva de mudança de cenário “por força de muitas pessoas começarem a perder margem nos seus orçamentos familiares, os pedidos vão seguramente aumentar”.
“Por vezes os progenitores faziam alguma coisa para compor o orçamento e isso vai começar a fazer a diferença”, continua Lídia Dias, admitindo que os próximos tempos serão “penosos”, e que o objectivo é amortecer o impacto que a situação irá ter juntos das famílias e, consequentemente, nos alunos.

“Se num primeiro momento procuraram sair o mínimo, agora, por razões de necessidade absoluta, os alunos do escalão A e B irão procurar este apoio. Estaremos aqui para o poder dar”, continua a vereadora.
Lídia Dias revela que as refeições são asseguradas “por parceiros que até aqui não trabalhávamos” uma vez que as entidades com quem tinham protocolado a este serviço “fecharam as suas portas”.
“Tivemos de procurar na rede solidária, e sobretudo nas IPSS que dão apoio domiciliário, as respostas para o número de pedidos que tínhamos”, diz a propósito a vereadora, revelando que a maioria das refeições estão a ser entregues em casa. Mas adverte: “se o número crescer é incomportável termos um serviço de entregas a este nível. As pessoas terão de ir buscar as refeições das crianças à escola”, remata.

“Temos de pensar em fomentar outro tipo de ensino”

A trabalhar em conjunto com os directores dos agrupamentos de escolas de Braga, a vereadora da Educação diz que as preocupações dos dirigentes escolares passam por dar “as melhores respostas a toda a comunidade escolar” nesta altura, sem colocar em causa “a equidade”.
“As escolas têm alunos de diferentes proveniências, com diferentes condições sócio-económicas que é preciso ter em conta”, dia a dirigente.

Com uma mudança de paradigma no que os modelos de aprendizagem diz respeito, Lídia Dia considera que a situação que estamos a viver constitui uma oportunidade para o Ministério da Educação, para as escolas, as autarquias perceber que muito do que tem sido preconizado pelas directivas do Ministério da Educação tem de ser repensado. “Temos de pensar em fomentar outro tipo de ensino, não aquele ensino directo, do professor para o aluno, abordando outras oportunidades de trabalho, como trabalhos de exploração em que o aluno é que vai à descoberta, sendo um elemento activo no processo de aprendizagem”.

“Esta é uma oportunidade para começarmos a fazer as coisas de um outro modo. Até aqui os testes eram absolutamente essenciais para a avaliação. Com certeza que continuam a ser importantes, mas haverá que criar outro tipo de mecanismos para as crianças serem avaliadas, para continuarem a ter acesso ao conhecimento, conseguirem informação”, continua a vereadora, acrescentando que algumas destas estratégias podem já ser adoptadas no terceiro período se o ensino à distância constituir uma realidade. Mas admite: “não teremos 100% de sucesso concerteza, porque nenhum de nós estava preparado para esta situação. Nem os próprios professores, nem muitos dos pais. Esta é uma revolução da nossa forma de pensar, de vermos a escola”, explica a vereadora.
Recorde-se que a tutela está a equacionar recorrer à telescola para ministrar aulas aos alunos até ao 9.º ano no 3.º período.

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