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Painel de Vhils e Alfredo Cunha marca Abril na dst
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Painel de Vhils e Alfredo Cunha marca Abril na dst

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Painel de Vhils e Alfredo Cunha marca Abril na dst

Braga

2024-03-02 às 06h00

Rui Serapicos Rui Serapicos

No campus da empresa foi inaugurado ontem um painel com arte de Vhils sobre fotos que Alfredo Cunha captou em Abril de 1974.

Citação

Ontem, no campus da dst, em Palmeira, Braga, decorreu a apresentação do livro ‘25 de Abril de 1974. Quinta-Feira’.
Após mais de duas horas de conversa, a que assistiram várias dezenas de trabalhadores da dst e amigos dos administradores, teve lugar a inauguração de um painel evocativo, com fotos de Alfredo Cunha, que dia 25 de Abril de 1974 trabalhava para ‘O Século’, agora trabalhadas pelo artista plástico Alexandre Farto — vulgarmente conhecido pelos trabalhos de arte urbana como Vhils.
O jornalista Adelino Gomes, que fez para a Rádio Renascença a reportagem da revolução em 1974, e Carlos Matos Gomes, capitão em acção militar que derrubou a ditadura são também autores do livro, de 436 páginas, editado pela Tinta da China.

Os três autores do volume, que conta também com textos de Fernando Rosas, estiveram ontem, no auditório da dst.
Evocaram o golpe de Estado e os antecedentes, como a guerra colonial — e perspectivaram o futuro.
José Teixeira, da dst, abriu a sessão com a ideia de “libertar a liberdade, pois nós temos a liberdade nas nossas cabeças, mas precisamos de lhe dar asas”.
Maria Inácia Rezola, doutorada em História e comissária da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, lembrou que no nosso país, antes de 1974, não haviam liberdades de expressão ou de associação.
Adelino Gomes confessou-se “surpreendido” por ter recebido de uma empresa um convite para celebrar o 50.º aniversário do 25 de Abril. Resumiu conceitos de jornalismo evocando Fernando Pessa e Baptista-Bastos e ainda os jornalistas do Washington Post que desvendaram o escândalo Watergate.

“A melhor versão da verdade” foi uma das noções que o jornalista salientou como trabalho de um repórter.
Matos Gomes considerou o 25 de Abril de 1974 uma “liberdade tardia” em comparação com os países da Europa que após a II Guerra Mundial desenvolveram na década de 1940 estados sociais, democráticos e descolonizadores. A guerra colonial foi uma questão que aprofundou.
“O?que é que eu estou a fazer aqui?”, disse ter questionado quando em África comandava as tropas do regime que iria ajudar a derrubar em 1974.

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