Correio do Minho

Braga,

Para vós, de Cláudia Andrade, explora a memória numa homenagem às avós
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Para vós, de Cláudia Andrade, explora a memória numa homenagem às avós

Sem gigantones e cabeçudos o S. João de Braga não seria o mesmo

Vale do Ave

2019-05-20 às 14h21

Redacção

Cláudia Andrade faz-se acompanhar em cena por oito mulheres dos projetos Mais Vida (Nespereira) e Candoso Ativo (Candoso S. Martinho) a 24 e 25 de maio na Black Box do CIAJG

Para vós é um espetáculo sobre memória. Sobre as memórias das avós e as memórias de Cláudia Andrade sobre as suas avós. É também uma homenagem às mulheres. Para vós é um solo, sem que o seja realmente. Porque, na sua interpretação, Cláudia Andrade não está completamente sozinha. Em cena estão também oito mulheres, que funcionam como um coro, ao jeito da tragédia clássica. As suas vozes – e as suas memórias – juntam-se à da criadora, em resultado de um processo de residência que se renova a cada apresentação do espetáculo. Para vós tem apresentação marcada em Guimarães a 24 e 25 de maio no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG).
 
Para vós é uma história biográfica criada por Cláudia Andrade e habitada por moradores locais dos sítios por onde passa. Na próxima sexta-feira e sábado (24 e 25 maio), às 16h00 e 21h30, respetivamente, Cláudia Andrade apresenta Para vós na Black Box do CIAJG. Também no dia 25, às 16h00, terá lugar na Casa da Memória de Guimarães (CDMG) a Sessão de Reminiscência Para vós.

Na interpretação de Para vós, Cláudia Andrade – que assume igualmente a criação e direção artística do espetáculo – é acompanhada em cena por oito mulheres – [Projeto Mais Vida - Nespereira] Custódia Ribeiro Martins, Clara de Fátima Batista, Maria Alice Cardante, Maria Isabel Lemos + [Projeto Candoso Ativo - Candoso S. Martinho] Maria Emília Pereira, Rosa Oliveira, Joaquina Pereira, Ana Maria Oliveira. Montse Bonet e Joana Bértholo assumem o apoio à encenação e à dramaturgia, respetivamente.

Para vós é em si uma oportunidade para as vozes que se não falam agora serão, talvez, esquecidas para todo sempre. Um espetáculo sobre os meandros da memória. Sobre as memórias das avós da criadora ou mais exatamente sobre a sua memória das memórias delas. Dedicado aos avós e às vozes das nossas raízes. Sobre a voz humana que é ancestral. Sobre histórias de outros tempos que não estão escritas nos livros, mas semienterradas em algum lugar recôndito da nossa memória. Sobre o que é intemporal. Sobre os mistérios do sangue.

Como a própria criadora manifesta, este é um projeto “Para os meus avós. Mais especificamente sobre as minhas avós. Para todos os avós ou para todos nós, que um dia, talvez, seremos também avós. Para os avós dos meus filhos (como seria o mundo se tivéssemos crescido todos sem avós?) Para a voz. Para a minha voz. Que se lance, que se solte, e talvez em alguma primavera, floresça.”

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