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Paulo Cunha “O que está a acontecer evidencia a necessidade de criar regiões”
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Paulo Cunha “O que está a acontecer evidencia a necessidade de criar regiões”

Vale do Ave

2020-04-02 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Paulo Cunha apontou, na entrevista à rádio Antena Minho, “medidas nacionais” que se mostram desadequadas às realidades regionais, exemplificando com a decisão de iniciar o programa de testagem da covid-19 de utentes e funcionários de lares de terceira idade pelas regiões Centro e Sul, quando a maioria dos infectados está no Norte.

“O que está a acontecer evidencia, claramente, a necessidade de criação de regiões administrativas”, entende o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, alegando que o combate actual à pandemia provocada pelo novo coronavírus revela problemas de articulação, a nível concelhio e regional, entre as autarquias e outras entidades públicas.
Não sendo uma questão “a decidir neste momento”, em face do estado de emergência que Portugal atravessa, Paulo Cunha assume que “há lições a tirar” para o futuro.
“ Ao nível da saúde pública, os municípios não têm grandes competências. Ninguém tem de nos reportar o que acontece a este nível, mas todos nos pedem uma intervenção enérgica, musculada, capaz e eficaz”, declarou o autarca de Famalicão, considerando que o facto de “não haver interacção entre a Administração Regional de Saúde, a Segurança Social e outras entidades do Estado e os municípios causa desarticulação e afecta a capacidade de resposta e a eficácia no combate à actual situação”.
Paulo Cunha apontou, na entrevista à rádio Antena Minho, “medidas nacionais” que se mostram desadequadas às realidades regionais, exemplificando com a decisão de iniciar o programa de testagem da covid-19 de utentes e funcionários de lares de terceira idade pelas regiões Centro e Sul, quando a maioria dos infectados está no Norte.
“Os concelhos onde surgiram os primeiros infectados em lares não são do Norte?”, questionou o edil, convencido que, caso houvesse poder regional com competências próprias, a interrogação não se colocaria.
No concelho de Famalicão, dois lares de idosos foram já afectados pela infecção por covid-19 entre utentes e funcionários, lamentando Paulo Cunha que, no caso de um lar privado na freguesia de Cavalões, a Câmara Municipal tenha sido notificada da situação “quatro ou cinco dias depois do foco”.
“A?nossa capacidade de resposta é maior ou menor em função do momento em que temos conhecimento das situações”, alerta o edil, que exige “inquérito rigoroso para perceber o que falhou” no acompanhamento do lar privado de Cavalões, no qual a maioria dos utentes testou positivo para Covid-19.

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