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PCP realizou programa na região de Braga em defesa do Serviço Nacional de Saúde

Braga

2022-10-05 às 10h00

Redacção Redacção

Delegações com João Dias e Bernardino Soares visitaram hospital de Braga e participaram em acção pública em defesa da maternidade de Famalicão.

Citação

Na região de Braga são várias as situações que confirmam a necessidade de investimento e reforço dos meios no Serviço Nacional de Saúde. Nesse sentido, delegações do PCP com a participação de JOÃO DIAS, deputado à Assembleia da República, e de BERNARDINO SOARES, membro do Comité Central e responsável pela Área da Saúde, cumpriram um programa que incluiu encontros com a Administração do Hospital de Braga e sindicatos – Sindicato dos Médicos do Norte, Sindicato dos Enfermeiros de Portugal, Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte e a União de Sindicatos de Braga – e a participação numa Tribuna Pública em defesa da Maternidade do Hospital de Vila Nova de Famalicão.

Relativamente ao Hospital de Braga foi possível verificar que o que impede o hospital de prestar um melhor serviço às populações é o resultado das políticas de direita, que o Governo do PS não parece querer inverter. Faltam médicos, enfermeiros e auxiliares. Os actuais profissionais de saúde não vêm as suas carreiras devidamente dignificadas. Faltam meios técnicos. Faltam condições para internalizar mais serviços que continuam contractualizados com privados.

O fim da PPP que geria este hospital foi uma importante decisão para a qual foi decisiva a constante intervenção do PCP. Como era de prever, desde então mantém-se uma feroz batalha de propaganda, desvirtuando factos, omitindo dados fundamentais, explorando carências reais que persistem, procurando confundir a população e criar as condições para fazer andar para trás o que luta e a contribuição do PCP fizeram andar para a frente.

Expressão dessa campanha negativa foi a posição assumida por Ricardo Rio e pela maioria municipal PSD/CDS/PPM/Aliança que vieram a público defender a gestão privada do hospital. O PCP lembrou que durante os 10 anos da anterior gestão privada, apesar dos inúmeros problemas que afectaram Braga e a sua população – entre os quais a recusa de medicamentos a utentes, a transferência indevida de utentes para outros hospitais, o corte de serviços em várias especialidades médicas ou ainda o encerramento das urgências pediátricas durante a noite – nunca o Município emitiu um comunicado, nunca se ouviu a voz do Presidente da Câmara, o que é bastante revelador da hipocrisia da posição que agora diz defender.

O Hospital de Braga apresenta indicadores que superaram significativamente a atividade contractualizada com o Estado, em áreas tão relevantes como as primeiras consultas, consultas subsequentes e cirurgias, comprovando o acerto da decisão de reversão da PPP de gestão clínica do Hospital.

A delegação do PCP recordou a proposta de investimento na ampliação das instalações do hospital que apresentou em discussão do Orçamento do Estado para 2022 e que mereceu a rejeição de PS, PSD, IL e Chega.

Para além de João Dias e Bernardino Soares, integraram também a delegação do PCP Bárbara Barros, vereadora da Câmara de Braga, e João Baptista, membro da Assembleia Municipal de Braga.

Em V.N. Famalicão, na Tribuna Pública "Salvar o SNS, Não a novos cortes e encerramentos!", os intervenientes abordaram a circunstância de que a pretexto da conclusão de um estudo elaborado pela Comissão para Reforma das Maternidades e informação pública de recomendações de novos cortes no Serviço Nacional de Saúde, estarem em circulação diversas notícias que apontam a possibilidade de encerramento da Maternidade do Hospital de V.N. Famalicão.

Novos cortes e encerramentos não vão resolver os problemas existentes, vão antes acentuar as limitações actuais. Novos cortes e encerramentos vão apenas contribuir para aumentar o negócio para os grupos privados da saúde.

O PCP expressou uma profunda preocupação pelo facto do Governo do PS não ter ainda rejeitado publicamente a possibilidade de encerramento da Maternidade e terminado assim com a especulação em torno desta matéria, que apenas contribui para a campanha perniciosa em curso movida por sectores políticos e sociais empenhados na crescente privatização do SNS com o intuito de promoverem o negócio da doença.

Foram sublinhadas as boas condições que a Maternidade oferece às parturientes e às famílias, resultado das recentes obras de melhoramento dos espaços onde funcionam os serviços de Ginecologia e Obstetrícia do hospital.

Foi recordado que a população de V.N. Famalicão tem vindo a ser prejudicada com encerramentos de unidades de saúde, de que são exemplos os centros de saúde de Landim, Arnoso Santa Maria, e com as consequências das políticas de desinvestimento levadas a cabo por sucessivos governos PS, PSD e CDS.

Nesta acção, para além de João Dias e Bernardino Soares, usaram ainda da palavra Hélder Matos, da Comissão Concelhia de V.N. Famalicão do PCP, e Tânia Silva, membro da Assembleia Municipal de V.N. Famalicão.

A partir das situações concretas referidas, o programa permitiu afirmar que o PCP considera que é urgente atacar as dificuldades que estão colocadas ao SNS e isso implica uma ruptura com as políticas que conduziram à actual situação e que criaram no SNS graves problemas que impedem, hoje, que milhares de portugueses tenham acesso aos cuidados de saúde de que necessitam.

Essa ruptura obriga a outras opções políticas, diferentes das seguidas por este e anteriores governos do PS, do PSD/CDS e também diferentes das opções propostas da IL e Chega. É preciso um outro caminho que devolva ao SNS o seu caráter público, universal, geral, gratuito e com capacidade de resposta.
É preciso acabar com subfinanciamento crónico do SNS, pôr fim à transferência crescente de recursos para os grupos privados, combater a degradação das condições de trabalho que leva à saída de profissionais e impede a sua entrada em número suficiente, promover a autonomia das instituições, resolver os problemas de coordenação e organização dos serviços de saúde.

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