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Braga

2021-03-07 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Os ataques aos centros de trabalho do PCP no distrito de Braga em 1975/76 foram lembrados ontem no 100.º aniversário, na Avenida Central.

“Contra a exploração e o empobrecimento e pelos direitos e pela melhoria das condições de vida”. As palavras de ordem fizeram-se soar bem alto em plena Avenida Central de Braga, mas ecoaram também nos espaços centrais de Guimarães, Famalicão, Fafe e Esposende, ao som do hino do Partido Comunista Português (PCP), que, ontem, celebrou o 100.º aniversário um pouco por todo o país, lembrando os seus valores-base “em prol da democracia, da liberdade, do socialismo e do povo trabalhador”.
A história do partido comunista foi recordada, com críticas duras ao “sistema capitalista” que tem vigorado sob a orientação da União Europeia.

Jorge Matos, da DORBraga, disse que o distrito bracarense “tem páginas bonitas da vida do partido escritas por grandes comunistas como Luís Fernandes, Vítor Sá, Virgínia de Moura ou o ‘Repas’ de Fafe, que prestigiaram o partido e lutaram pelo povo; mas tem também páginas negras escritas nos anos de 1975/76 em que foi estimulado o ódio anti-comunista com ataques aos centros de trabalho de Braga, que foi destruído, mas também aos centros de trabalho de Famalicão, Guimarães, Barcelos e até Vieira do Minho”, disse, lembrando as “prisões, torturas e mortes”.

Destacando o papel do PCP na luta dos trabalhadores e sempre ao lado das suas reivindicações, Jorge Matos apelou ao “reforço dos métodos” e da própria “força” do PCP no sentido de “prosseguir a luta”.
“Tal como nos anos do fascismo, o PCP soube sempre encontrar resposta na intervenção e com o contacto diário com os trabalhadores e com o povo”, disse, apontando que a luta continua hoje contra a precariedade e os despedimentos e em defesa dos direitos do emprego, do horário de trabalho de 40 horas, da Cultura e do Ambiente”.

“Em Portugal não há avanço, conquista, progresso que não tenha contado com as ideias, o esforço, a luta dos comunistas, do PCP”, frisou Belmiro Magalhães, membro do Comité Central e responsável pela Organização Regional de Braga. “Este é o partido que se pode orgulhar de ter estado sempre do lado certo da história, com um percurso glorioso e ímpar na vida portuguesa (...) e contra a política de direita e o poder reconstituído dos monopólios e contra a ofensiva de destruição das conquistas de Abril, conduzida pelo PS, PSD e CDS ao serviço do grande capital”, advertiu, apontando o dedo ao ‘Chega’ e ‘Iniciativa Liberal’, que entende como seus “sucedâneos” no retrocesso do país à subjugação capitalista.

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