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Peregrinos  que partem de Braga aumentam 32% em 2018

Braga

2020-01-24 às 09h00

Redacção Redacção

Caminho da Geira e dos Arrieiros contribui de forma decisiva para esta subida. Em dez meses 367 peregrinos percorreram este caminho.

O número de peregrinos que partiu de Braga com destino a Santiago de Compostela aumentou 32,3% o ano passado. Os números foram avançados ontem pelo Gabinete de Imprensa da Catedral de Santiago, adiantando que estes números resultam do “sucesso” do Caminho da Geira e dos Arrieiros que liga as duas cidades na distância de 240 quilómetros.
De acordo com os dados disponibilizados pelo gabinete de imprensa da catedral, foram 786 os peregrinos que iniciaram em Braga diferentes caminhos, mais 192 (32,3%) do que no ano anterior.
No entanto, e excluindo os que percorreram o novo itinerário, registou-se um decréscimo de 5,9% de peregrinos relativamente a 2018 (de 594 para 559).
“Estes dados estatísticos, referentes aos peregrinos que receberam a Compostela (documento comprovativo do cumpri- mento da jornada), significam que o Caminho da Geira e dos Arrieiros contribuiu de forma decisiva para a subida registada, ao ser percorrido por 367 peregrinos em dez meses”, revela a mesma fonte.
A maioria dos peregrinos partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).
Há ainda registo de peregrinos que começaram em Berán, Lóbios, Terras de Bouro, Gerês e Cortegada.
Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.
Além dos peregrinos que receberam a Compostela (que entraram nas estatísticas), a associação espanhola Codeseda Viva – uma das que trabalha no sentido de promover e valorizar este caminho – considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.
O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja a 28 de Março do ano passado, data em que o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpria “as condições de outros caminhos de peregrinação” e por isso concedeu a atribuição da Compostela a quem o percorrer.
A Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva, bem como outras organizações envolvidas no projecto – como a que congrega as autarquias espanholas da região - pretendem a sua oficialização até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.
Estas organizações, que investigam a história, património e o traçado necessários à validação do caminho alertam que não possui rede de albergues, nem está marcado na totalidade com setas amarelas, pelo que os peregrinos devem usar GPS e ter redobrados cuidados no planeamento e preparação.

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