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Portugal pode ser líder na produção de baterias
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Portugal pode ser líder na produção de baterias

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Portugal pode ser líder na produção de baterias

Economia

2019-05-31 às 06h00

Redacção Redacção

ESTUDO apresentado por investigadora do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) indica que Portugal tem condições para produzir baterias a lítio.

Portugal pode vir a assumir “um lugar cimeiro” na produção de baterias a lítio.
A conclusão é da investigadora Maruina Brito, do Labiratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), e consta de um estudo a apresentar hoje na Baterry Summit 2030. O encontro decorre no INL e conta com a cooperação da Agência Nacional de Inovação.
A investigadora salientou que Portugal é "dos únicos" países que tem condições para "cobrir todo o ciclo das baterias, desde da mineração (lítio) à reciclagem" dos equipamentos, apontando que “há toda a economia circular" com base nas baterias.
Marina Brito referiu ainda que um dos motivos da conferência é conseguir que "seja um passo" para Portugal aderir ao ‘Fet Baterry 2030 Manifesto', sendo que a comunidade científica "está focada" em quatro áreas de investigação: aceleração da descoberta de novos materiais e interfaces, sensorização inteligente e capacidade de autorregeneração, capacidade de fabrico e capacidade de reciclagem.
A investigadora do INL considera, ainda, que o nosso país ‘é o único que tem minas de lítio” e que “tem é que ser muito bem pensada a forma como vai ser gerido esse mineral, porque o lítio é o futuro”.
O INL pode ajudar Portugal a tornar-se líder mundial na área das baterias a lítio, já que “temos um ‘cluster’ de energia que está interessado não só na captação da energia solar, mas também em novas formas de armazenamento de energia. Já temos a decorrer investigação solar há algum tempo e tendo em conta que o mundo inteiro está agora a focar nestas novas diretrizes para captação e armazenamento de bateria, achamos que há compatibilidade com as nossas directrizes”, explicou Marina Brito.
Pegando na questão da mobilidade, “talvez aquela em que mais se discute o uso das baterias e as suas vantagens e desvantagens”, Marina Brito explicou que o grande problema é “precisamente a pouca autonomia, o baixo nível de armazenamento de energia das baterias dos automóveis. As baterias são de duração limitada, ainda não temos a capacidade de controlar bem a ‘saúde’ da bateria. É preciso criar as ‘smart batteries' que digam o estado da bateria”, disse Marina Brito, referindo-se a uma das directivas da Europa que prevê a regeneração destes produtos.

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