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Poucos foram os alunos que solicitaram as refeições a que têm direito nas escolas
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As Nossas Escolas

2020-03-17 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

No primeiro dia em que vários refeitórios de escolas abriram portas excepcionalmente para providenciar o almoço a alunos mais carenciados e/ou filhos de pais que trabalhem na Saúde e Segurança, foram poucos os pedidos registados em Braga.

Foram muito poucos os pedidos de alunos para almoçar nas escolas bracarenses, ontem, dia de arranque da iniciativa do Ministério da Educação, que colocou 800 escolas em todo o país à disposição dos alunos mais carenciados com o objectivo de lhes garantir as refeições.
“Não há nenhuma inscrição de almoço para o dia de hoje”, disse, ontem, Hortense Santos, directora do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, indicando que a expectativa para que isso venha a acontecer seja praticamente nula, uma vez que os pais, por sua própria recriação, preferem que os seus filhos se mantenham em casa. Caso os pedidos aconteçam, o agrupamento tem como escola de referência a EB 2,3 de Gualtar para realizar o atendimento aos alunos.

Situação similar aconteceu no Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio. O director, João Andrade, indicou que ontem não houve qualquer solicitação de almoço. “Não foram pedidas refeições, apesar de a escola ter dado indicações já na passada sexta-feira, advertindo os encarregados de educação e alunos para que, se tivessem essa necessidade, contactassem o agrupamento, mas, a verdade, é que ninguém solicitou o serviço”, frisou. “Julgo que as pessoas preferem a opção ‘segurança’ e evitar a deslocação à escola”, referiu. João Andrade garante, todavia, “prontidão” por parte do agrupamento para dar esta resposta, caso venha a ser solicitada até às 17 horas do dia anterior e de acordo com as necessidades que eventualmente venham a ser registadas.

O director do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio deixa, ainda, o alerta para que os alunos que se queiram inscrever nos exames não o façam, até porque as escolas não estão a responder a estes requerimentos. “Os alunos devem aguar- dar até novas indicações superiores e não se devem dirigir à escola”.
O Agrupamento de Escolas D. Maria II também não recebeu qualquer solicitação de refeições. “Não tivemos nenhuma, embora tenhamos informado todos os directores e professores titulares para passarem a informação, mas pode ser uma situação atípica por este ser precisamente o primeiro dia desta medida em curso”, afirmou o director João Dantas. Seja como for, o Agrupamento de Escolas D. Maria II tem um plano de “prontidão” accionado na Escola Básica n.º 2 de Lamaçães para garantir as refeições aos alunos que venham a necessitar. “Nesta primeira fase julgo que não haverá grandes solicitações, mas se esta situação se mantiver possivelmente teremos alunos a recorrer a este serviço”.

Cândida Ferreira, directora do Agrupamento de Escolas Braga Oeste, indicou que também não houve qualquer pedido ontem por parte de alunos para almoçar na escola. “Estamos disponíveis, mas até ao momento ninguém solicitou o serviço. Se vier a ser necessário, a escola-sede tem cantina e, neste momento, estou a contactar os presidentes de junta precisamente para perceber se há situações que é preciso atender, no sentido de os reencaminharem para nós”.
Entretanto, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Lídia Brás Dias, garantiu estar a trabalhar directamente com as direcções dos agrupamentos para garantir esta resposta numa das suas escolas. A vereadora indicou, no entanto, que nesta resposta deverá entrar também a Rede Social de Braga. “Ainda estamos a organizar esta resposta, mas não vamos abrir um refeitório se se tratar de uma ou duas crianças e procuraremos que essa resposta seja dada por quem está a servir refeições no território, como os centros sociais que vão ao domicílio”.

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