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Póvoa de Lanhoso: “Temos obrigação de dar o exemplo”
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Póvoa de Lanhoso: “Temos obrigação de dar o exemplo”

Cávado

2021-01-26 às 07h00

Lurdes Marques Lurdes Marques

Directora do Agrupamento de Escolas Prof. Gonçalo Sampaio alerta Encarregados de Educação para o sentido de responsabilidade, enquanto pais e cidadãos, no cumprimento das regras em vigor e contributo colectivo que conduza ao fim do “flagelo”.

Preocupada com a situação que o país atravessa, a directora do Agrupamento de Escolas Professor Gonçalo Sampaio, Luísa Rodrigues Sousa Dias, dirigiu uma missiva a todos os encarregados de educação daquele agrupamento, no sentido de que cada um cumpra os procedimentos em vigor para que possamos retomar à normalidade.
“Temos a obrigação de dar o exemplo, de mostrar aos nossos filhos, através dos nossos actos, que mais do que nunca está na hora de fazermos sacrifícios, de cumprirmos os procedimentos que estão em vigor, para que possamos retomar a normalidade, para que possamos viver, livremente. Assim, apelo a todos e a cada um de vós, no sentido de contribuírem para que este flagelo tenha fim”.
“Senhores Encarregados de Educação, as minhas palavras de hoje são fruto da responsabilidade que me cabe, como directora do agrupamento de escolas que os vossos filhos frequentam mas, também, como cidadã, como qualquer um de vós, de vos alertar para os perigos que todos corremos se continuarmos a arriscar, a coberto da tal sorte que um dia nos poderá deixar ficar mal”, escreveu.
“Não podemos continuar a vangloriar-nos por termos a sorte de conseguir andar à chuva sem nos molharmos, mesmo que da nossa irresponsabilidade resulte que outros, tantas vezes aqueles que se respeitam e respeitam cada um de nós, não tenham a mesma sorte e acabem, na melhor das hipóteses, num hospital”, alerta aquela responsável.
“As actividades lectivas foram interrompidas, acreditamos que apenas pelo período de 15 dias. Se vamos poder regressar à Escola, ao contacto presencial com os alunos, é uma dúvida que subsiste, para a maioria de nós. Numa altura em que lutamos pela nossa sobrevivência e pela sobrevivência de todos aqueles que amamos, parece não fazer grande sentido falar-vos sobre as repercussões da interrupção das actividades lectivas ou o encerramento das escolas com a oferta do Ensino à Distância, mas não consigo evitar pedir que parem, por instantes, e que reflictam, seriamente, sobre o futuro dos vossos filhos”, refere Luísa Rodrigues, convidando todos a reflectir.
De entre outras considerações, a directora do Agrupamento Gonçalo Sampaio, aponta que “... o grande problema está no facto de um número significativo de pessoas evidenciar não encontrar sentido nem nas chamadas de atenção para os riscos de perdermos as pessoas que amamos; nem nas consequências da instabilidade do funcionamento das escolas; nem nas consequências para a economia de um país que depende, cada vez mais, de 'esmolas' e nem nas consequências da diminuição dos rendimentos mensais de cada agregado familiar”.
“Dizem que somos um país com uma grande história, de grandes feitos e, por inerência, de grandes homens e mulheres, mas estamos a falar do passado porque, no presente, o panorama é, lamentavelmente, diferente, pautando-se por acções que atentam contra os mais elementares direitos de cada um de nós a viver, a viver com direito a cuidados de saúde, com direito a educação, com direito a trabalho e com direito à justa remuneração pelo seu trabalho”, alerta.

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