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Vale do Ave

2021-05-10 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Remodelação custou cerca de um milhão e 845 mil euros e foi inaugurada ontem pela ministra da Coesão Territorial,Ana Abrunhosa, e pelo presidente da Câmara Municipal de Vizela, Victor Hugo Salgado.

O centro da cidade de Vizela ganhou ontem uma nova centralidade, com a inauguração das obras de remodelação da Praça da República e do Jardim Manuel Faria, pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e pelo presidente da autarquia.
Victor Hugo Salgado confessou sentir orgulho pela obra realizada e pelo dever cumprido.
O autarca vizelense destacou que a Praça da República e o Jardim Manuel Faria revelam a identidade de Vizela e formam “o nosso coração. Esta obra foi muito difícil. É aqui que se sente o pulsar dos vizelenses. Esta foi a praça onde os vizelenses comemoraram a sua autonomia. É a praça que revela a nossa identidade. É um espaço intergeracional. Os vizelenses vivem e sentem este espaço”.
O autarca aproveitou a ocasião para pedir desculpa aos comerciantes e moradores da zona pelos incómodos causados pelas obras.
A ministra da Coesão Territorial mostrou-se emocionada com a forma como foi recebida em Vizela, tendo mesmo afirmado que “nunca fiz uma inauguração como esta. Sinto-me em casa, sinto-me vizelense”.

Ana Abrunhosa destacou o facto da intervenção urbana contribuir para “melhorar a qualidade de vida das pessoas. As obras desta praça e do jardim foram pensadas para devolver o espaço aos vizelenses e aos visitantes que o concelho acolher. Esta é a praça da reconciliação dos vizelenses com o país”.
A remodelação da Praça da República e do Jardim Manuel Faria custaram cerca de um milhão e 845 mil euros, tendo sido comparticipada a 100 por cento pelo FEDER. A Câmara Municipal de Vizela foi apenas responsável pelo pagamento dos trabalhos adicionais ou imprevistos. Os trabalhos decorreram no âmbito do PARU (Plano de Acção de Regeneração Urbana de Vizela) e do RUS (Plano de Acção - Regeneração Urbana Sustentável).

Em termos arquitectónicos, na Praça da República destaca-se a área envolvente à Bica Quente, (onde foi inaugurada a estátua de Abílio Torres) e a nova localização da estátua da Vizela Romana. O piso é feito em calçada ‘à antiga portuguesa’.
O Jardim Manuel Faria também foi redesenhado, havendo a destacar o escadório de ligação à Rua Dr. Abílio Torres e a estátua de Camilo Castelo Branco, que frequentava as Termas de Vizela, no século XIX.

Governo compromete-se com mais investimento em Vizela

O presidente da União de Freguesias de Caldas de Vizela (S. Miguel e S. João), Mário Oliveira, mostrou-se também satisfeito com as obras feitas na Praça da República e no Jardim Manuel Faria, mas alertou que faltam fazer mais obras no concelho.
O autarca, que é também presidente da Associação Comercial e Industrial de Vizela, desafiou o Governo a estar presente na inauguração da Ponte da Aliança e a apoiar, no futuro, uma eventual ligação de Vizela à auto-estrada A11, na reabertura das Termas de Vizela e na construção de mais habitação social.
A ministra da Coesão Territorial tomou nota do recado e deixou uma promessa.

“Fique bem claro que este Governo e a CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) do Norte se comprometem com as obras da Ponte da Aliança, do Castelo de Vizela, do museu, das Termas de Vizela, das habitações sociais. Elas são importantes para os vizelenses e são importantes para o país. Vamos cumprir estas promessas que levo aqui no encargo do senhor presidente da União de Freguesias”, destacou, ontem, a ministra da Coesão Territorial, na sessão de inauguração das obras de revitalização da Praça da República e do Jardim Manuel Faria.

O autor do projecto, o arquitecto Filipe Costa, destacou que a praça ficou “mais abrangente” e que o jardim “permite aconchegar o acto de estar”.
Filipe Costa garantiu que o subsolo da praça está “intacto, com o património arqueológico que nele foi encontrado”. Recorde-se que a actual praça era composta por várias piscinas termais que foram usadas até à inauguração das Termas de Vizela, no século XIX. No jardim, foi feita uma correcção “de sentidos sem deixar o romantismo”, assegurou o arquitecto.

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