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Presépio deve ser o centro das comemorações natalícias
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Presépio deve ser o centro das comemorações natalícias

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Presépio deve ser o centro  das comemorações natalícias

Braga

2019-12-09 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, incentivou a sociedade a colocar o Presépio em lugar de destaque e solicitou às autoridades civis que o coloquem nas praças e ruas. Mensagem marcou Solenidade da Imaculada Conceição, no Sameiro.

O Presépio precisa de ser redescoberto “no seu verdadeiro significado de evocação do nascimento de Jesus”. A ideia foi defendida pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, na Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem de Santa Maria, que decorreu ontem de manhã, na Basílica do Sameiro.
D. Jorge Ortiga alertou para a perda de significado do Presépio na sociedade actual. “Sabemos como a sociedade do consumo o vai retirando das decorações do Natal e que quase não aludem ao nascimento de Cristo. Basta percorrer as ruas das cidades, vilas e aldeias, assim como das aldeias e casas particulares, para verificar que o que importa são as luzinhas com desenhos estranhos a esta época. Como cristãos, teremos de impedir que ele desapareça, solicitando às autoridades civis que o coloquem de novo nas praças e nas artérias como um dado cultural característico deste período”, afirmou o Arcebispo de Braga.
Perante uma Cripta repleta de fiéis, o lider da Igreja Católica revelou que o Presépio “tem um significado muito actual que nunca poderemos esquecer. É o nascimento de Cristo que evocamos e, como em todos os aniversários, festejamos deste modo tão peculiar. Cristo nasce e muda o ritmo da história” e desafiou os cristãos a colocá-lo “em casa e em tantos outros lugares, para que retiremos lições concretas para a nossa vida de discípulos”.
D. Jorge Ortiga lembrou que associada ao Presépio está a necessidade de proteger os mais fracos como, por exemplo, as vítimas de violência doméstica. “É necessária uma legislação mais restritiva, uma vigilância cuidada dos vizinhos e familiares mais próximos, assim como a intervenção efectiva, quando necessária, das forças de segurança. Ao mesmo tempo, sabemos que a solução não passa apenas pela legislação e intervenção da polícia. Precisamos de uma atmosfera educativa e cultural que promova a sadia convivência, mesmo em momentos de conflito, e o respeito incondicional pela vida e liberdade individuais.
O responsável pela Igreja Católica em Braga desejou que o Natal “seja uma oportunidade para repensar o amor e que o tornemos alegria de fazer os outros felizes e não simples companheiros que convivem juntos sem laços que estruturam cada momento, muitas vezes com sofrimentos e dores”.
A eucaristia contou com a presença do Coro do Sameiro, acompanhado da Orquestra dos Arautos do Evangelho.

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