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Problema da abstenção tem décadas, não se resolve em cinco meses
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Problema da abstenção tem décadas, não se resolve em cinco meses

Braga

2021-09-23 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Movimento Cidadania Contra a Indiferença juntou ontem políticos da Esquerda à Direita num derradeiro apelo à participação eleitoral. Luta contra a abstenção mantém-se depois das eleições autárquicas.

O Movimento da Cidadania Contra a Indiferença, criado há meses em Braga para lutar contra o crescimento da abstenção eleitoral em Portugal, deverá manter-se activo para lá das próximas eleições autárquicas. O mentor do movimento, Paulo Sousa, declarou ontem, num encontro que juntou representantes de quase todas as candidaturas aos órgãos municipais bracarenses, que, ultrapassada “uma primeira fase da nossa intervenção cívica”, os que estiveram envolvidos nesta causa devem entender que “ não se resolve em cinco meses um problema que já leva décadas em Portugal”.
Este ex-jornalista apreciou “o envolvimento massivo das candidaturas por uma causa nobre: a Democracia” e sublinhou que “tudo o que se possa fazer é pouco para acordar os que, ao longo de sucessivas eleições, deixaram de acreditar nos méritos da Democracia”.
Acrescentou o líder do Movimento da Cidadania Contra a Indiferença que “cada uma e cada um de nós - sobretudo os que já nasceram em Democracia - não têm o direito de desprezar o que foi conquistado com tanto sacrifício”, ou seja, as eleições livres.
Na última das iniciativas programadas nas últimas semanas para combater o crescente aumento da abstenção, Paulo Sousa defendeu que “abster-se nunca foi uma solução para nada na vida” e que “é urgente uma nova Democracia com os partidos, com a sociedade civil, com os cidadãos e as cidadãs”.
No encontro de candidatos autárquicos realizado ontem à tarde num café da cidade de Braga, Rafael Pinto, cabeça-de-lista do PAN, manifestou preocupação pelo número crescente de pessoas que não vão votar “porque acham que os partidos são todos iguais”, percepção que resulta, em sua opinião, da “alternância monopolizadora” entre os dois maiores partidos portugueses: PS e PSD.
Teresa Mota, do Partido Livre, defendeu que, para além do exercício do direito de voto, os cidadãos “devem acompanhar a actuação dos seus representantes”, para que “a construção da Democracia” vá “para além do momento do voto”.
João Granja, dirigente local do PSD, reconheceu que a abstenção é um fenómeno “bastante grave”, acentuado com “um número ainda excessivo de mortos nos cadernos eleitorais” e a transferência para estes de muitos emigrantes sem condições de votar em Portugal. “Não votar é votar naquilo que se não quer”, defendeu.
Adolfo Macedo, candidato independente na lista socialista à Câmara Municipal de Braga, declarou que “sendo o voto a arma do povo, não deve ser usada indiscriminadamente”, mas quando “faz a diferença” e nos “momentos de crise profunda” como o que considera estar a viver-se em Braga com a governação PSD/CDS. “Quanto tudo está em causa vale a pena ir a votos”, disse.
Já Filipe Melo, do Partido Chega, manifestou apreensão com a perspectiva de recorde de abstenção nas próximas eleições autárquicas em Braga, entendendo que o apelo ao voto deve ser também missão das autarquias e Governo. Questionou o que fizeram as autarquias para promover o voto antecipado. (ver caixa).
Carlos Vaz, em nome do Partido Aliança, defendeu que “o voto livre é uma das grandes conquistas da Democracia” e que “os partidos, por si só, não têm força suficiente para combater a abstenção”.
Finalmente, Olga Baptista, cabeça-de-lista à Câmara Municipal de Braga pela Iniciativa Liberal, alegou que os eleitores bracarenses têm, no próximo domingo, menos desculpas para não votarem, pois dispõem de mais alternativas aos partidos tradicionais. “Não fiquem em casa. Se não tiverem alternativa, votem em branco”, apelou.

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