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Professores debateram o aluno como agente da diversificação

Braga

2021-10-23 às 14h00

Redacção Redacção

A Escola e os jovens portadores de saberes e valores para a construção de uma sociedade mais justa e igual, logo inclusiva. Articulação entre formandos e formadores proporcionou debates pertinentes.

Terminou no passado fim-de-semanao X Encontro Nacional de Professores de Português e de Francês - ÉtéFrançais com êxito manifestado por professores de norte a sul do país, bem como pelos respectivos conferencistas.
A manhã foi momento de reflexão sobre ‘O impacto da pandemia no aluno adolescente/jovem’. O psicólogo José Luís Gomes, fundamentando-se em leituras de personalidades francesas referenciadas, afirma que o aluno sente medo e pânico criados pelas “informações contaminadas” transmitidas pelos media que, por sua vez influenciaram os pais, nessa linha. O medo não promove o desenvolvimento. Desta forma criou-se o individualismo, a irritabilidade e o confronto. “Fantasmas paranoides” originados pelo distanciamento social e familiar instalaram estes sentimentos, fazen- do aumentar os níveis de ansiedade. Certos de que a pandemia veio abalar muitas liberdades conquistadas, a proximidade afectiva ficou restrita. Os alunos sentiram falta de segurança, de confiança. O toque humano é fundamental como calmante e efeito do relaxamento interior, primordial para a saúde mental. A sua ausência vai reflectir-se num atraso no desenvolvimento.
Como devem os professores proceder para dar segurança e conforto intelectual aos seus alunos numa atitude pedagógica?
A importância de psicólogos na escola pública deverá ser uma prioridade do Ministério da Educação, aliás do governo, apostando fortemente nesta área. O número de psicólogos por escola agrupada ou agrupamento de escolas é escasso, uma vez que a grande parte dos alunos mentalmente doentes são maioritariamente remetida para os privados. Para além disso, o tempo escasso dirige-se, essencialmente para a orientação vocacional e pedagógica dos alunos.
Outro aspecto fundamental que deve ser alvo de análise é a valorização do bem-estar emocional dos profissionais de ensino.
Falou-se da importância do investimento do professor como professor e não mero burocrata, (ocupando a maior parte do seu tempo em tarefas administrativas que deveriam ser asseguradas por outros profissionais), saindo assim o investimento cientifico pedagógico do docente descompensado e desvalorizado. Urge dignificar o professor, cabendo-lhe a tarefa de ensinar, bem como reconhecer a necessidade efetiva de tempo para pesquisa, enriquecimento e planificação dos seus saberes.
Marcou também presença o embaixador regional pela PEEA norte, Rui Campos, debruçando--se sobre ‘Educação estética e artística - metodologias aplicadas à diversificação cientifico pedagógica’. A educação pela arte é fundamental nas escolas. Uma vez que é na infância que se desenvolve o sentido artístico, há que saber dar resposta a esta área. A arte fortalece, no aluno, o raciocínio, o poder crítico, a reflexão, permitindo a sua aplicação nas várias disciplinas do currículo, a dita relação interdisciplinar.
A formadora acrescenta ainda que “o papel do professor deverá ser um abrir portas à educação artística, orientando o aluno, na reflexão, na interpretação, na apreciação/contemplação dos espaços e obras, bem como desenvolver o seu espírito crítico e, principalmente, fazer uso dele nas circunstâncias da vida. “Proporcionar momentos onde a arte contemporânea chegue aos alunos e estes sejam levados a ela”. Este processo traduz no estudo das línguas uma mais-valia. Assim, no que diz respeito à abordagem das obras literárias, esta deverá “ser um olhar crítico em paralelo com o mundo, uma vez que o livro funciona como transporte para o universo das outras artes. Façamos da sala de aula um laboratório, um atelier onde se criem aprendizagens personalizadas, dando o cunho de si”.
À tarde, ‘Ma place dans ce film, une causerie daguerréotype à propos de l’univers d’Agnés Varda’. João Catalão proporcionou a visualização de duas masterclasses de Agnés Varda. Depois, os professores foram desa- fiados ao debate sobre a sua vida e obra, a mãe da Nouvelle Vague, e a compreender a estrutura cinematográfica da fotógrafa cineasta francesa e como ela, através das pessoas chegava ao trans-cendente. Numa luta contra o racismo e o machismo, a sua obra tinha como pano de fundo o ser humano numa relação digna com a vida. Esta partilha foi o ponto de partida para a elaboração de materiais, tarefas, actividades e projectos inovadores aplicados na sala de aula.
No Atelier ‘O aluno em acção graças às ferramentas digitais’, Sandra Costa, insistiu no educar no se?culo XXI com a percepção do aluno em como se adaptar a novos contextos, mobilizando informações e as suas competências, que permitam planos didáticos por forma a actualizar conhecimento e saber desempe- nhar funções inovadoras no digital na adopção de ferramentas adequadas às necessidades específicas dos alunos.
Lídia Vilaça conclui que “os objectivos e as metodologias propostas deste curso específico de formação de professores foram atingidos com excelência.

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