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Programa de Maio da Casa das Artes arranca com O TRICICLO de Fernando Arrabal
Entram três com nota 20 na Universidade do Minho

Programa de Maio da Casa das Artes arranca com O TRICICLO de Fernando Arrabal

Apresentação do livro "Uma Chance ao Destino" de Maria Inês Rodrigues

Programa de Maio da Casa das Artes arranca com O TRICICLO de Fernando Arrabal

Vale do Ave

2021-05-02 às 13h13

Redacção Redacção

Novas oportunidades para artistas e público

Os ditames da pandemia não têm permitido avançar, como era desejado, com uma desejada programação de aniversário, dos 20 anos da Casa das Artes. Na esperança que a normalidade seja, por fim, e gradualmente reposta, é agora difundida a agenda de maio e junho do teatro municipal de Vila Nova de Famalicão.

O TRICICLO de Fernando Arrabal, sobe ao palco do grande auditório, no dia 7 de maio, às 20h30.

Escrita entre 1952 e 1953, “O Triciclo” é uma das peças mais emblemáticas de Fernando Arrabal. Um grupo de marginais (Climando, Apal, Mita e o Velho da Flauta) tentam sobreviver numa sociedade desigual, hierarquizada, moral e politicamente opressiva. Incapazes de se adaptar, vivem numa realidade destituída de qualquer moralidade e racionalidade. “O Triciclo” é um jogo de sobrevivência, mas também de procura da felicidade. Humor, inocência, crueldade, poesia e, inevitavelmente a morte.

O TRICICLO de Fernando Arrabal é uma coprodução Cine-Teatro Avenida, Casa das Artes de Famalicão, Teatro Municipal de Vila Real e Companhia de Teatro de Sintra/Chão D'Oliva e interpretada pela Ninguém Teatro, com encenação de Ivo Alexandre e interpretação de Anabela Faustino, João Reixa, Marques D’Arede, Alheli Guerrero e Ivo Alexandre.

Segue-se a música, com TRÊS TRISTES TIGRES, no trabalho Mínima Luz, no dia 8 de maio, às 20h30, no Grande Auditório.

Os Três Tristes Tigres (TTT) nasceram nos idos de 1990, onde Ana Deus vinda dos BAN e Regina Guimarães fabricavam informalmente colagens e canções.

O trabalho Mínima Luz resulta de um processo iniciado em 2020, em que os TTT cumprem e regressam com um álbum intemporal onde as guitarras de Alexandre Soares navegam entre a vertente mais crua, elétrica e acústica espacial; a voz de Ana Deus transporta, de forma livre, os poemas adaptados de William Blake e Langston Hughes, os poemas originais de Regina Guimarães e de Luca Argel para as partes sensíveis, as minorias e as coisas que sussurram. Um disco de rock mais rugido e delirante, contaminado com circuitos eletrónicos, e outros temas mais ambientais e lentos.

Numa encenação de Paulo Calatré, a 13 e 14 de maio, às 20h30, sobe ao palco do Grande Auditório Macbeth de William Shakespeare, numa coprodução: Casa das Artes de Famalicão e ACE Escola de Artes de Famalicão.

Macbeth é uma tragédia do dramaturgo inglês William Shakespeare, sobre um regicídio e suas consequências. É a tragédia shakespeariana mais curta.

A peça sobre um nobre escocês e sua esposa que assassinam o rei pelo seu trono, mapeia os extremos de ambição e culpa e dramatiza os seus efeitos físicos e psicológicos sobre aqueles que buscam o poder.

Encenada pela primeira vez em 1606, as três bruxas de Macbeth e outras imagens sombrias entraram na nossa imaginação coletiva.

No mundo teatral anglófono, muitos acreditam que a peça é "amaldiçoada", e nem mesmo mencionam seu nome em voz alta, referindo-se a ela como "The Scottish play" ("A peça escocesa").

A música regressa à Casa das Artes no dia 15 de maio, às 20h30, com o reagendado espetáculo Anatomia do Fado de Manuel João Vieira.

Músico, ator e artista plástico, o mentor de projetos como Ena Pá 2000 ou Os Irmãos Catita apresenta-se agora a solo e em nome próprio com o duplo álbum Anatomia do Fado, um trabalho, como o nome indica, dedicado ao fado, mais em concreto ao fado humorístico, muito em voga no século passado, mas entretanto caído em desuso.

"Anatomia do Fado", editado pelo Museu do Fado, são 32 canções, num disco duplo, onde são recuperados temas esquecidos que trazem um lado mais humorístico ao fado.

Manuel João Vieira é acompanhado por Arménio de Melo na guitarra portuguesa, Vital da Assunção na viola de fado e Múcio Sá no baixo.

Em plena primavera, a Casa das Artes de Famalicão e a Companhia de Música Teatral continuam a investir na coprodução de PaPI-Opus 8, uma viagem ao mundo dos pássaros que, já há vários anos, em outras edições, mobilizou a comunidade.

PaPI-Opus 8 é então uma viagem ao mundo de todos os pássaros, os reais e os imaginários, os das histórias, da poesia, da música, os que nos convidam a voar, os que cantam connosco. Começou a voar em jardins-de-infância e escolas porque é lá que encontra os meninos e as meninas com quem gosta de brincar.

Estão agendadas apresentações para escolas, através do Zoom, dias 19, 20 e 21 de maio, às 10h30 e às 15h00, e uma apresentação para famílias, igualmente através do Zoom, dia 22 de maio, às 11h00 e às 17h00.

As inscrições devem ser feitas através do e-mail: bilheteira.casadasartes@famalicao.pt.

No dia 22 de maio, às 20h30, de novo ecoará a música na Casa das Artes de Famalicão com TIAGO BETTENCOURT - 2019 Rumo ao Eclipse.

Autor de várias composições de referência da nova música portuguesa, foi há mais de dez anos que embarcou naquela que seria a sua primeira aventura em estúdio, com os Toranja, marcando para sempre o panorama musical português.

A riqueza da simplicidade dos seus poemas e melodias depressa captou a atenção do público com os álbuns "Esquissos" e "Segundo". Temas inesquecíveis como "Carta" e "Laços" são indissociáveis da sua voz marcante. Em 2006 os Toranja anunciam uma pausa prolongada e é então que Tiago Bettencourt parte para o Canadá e tendo como banda de apoio os Mantha, grava o álbum "Jardim" com produção de Howard Billarman (Produtor de “Funeral” dos Arcade Fire), editado em 2007 com êxitos como "Canção Simples", “o Jogo”, “o Lugar” e “o jardim”.

Em 2010, é editado "Em fuga", também com produção de Howard Bilerman e no final do ano de 2011 lança "Tiago na Toca e os Poetas", onde Bettencourt musica poemas de autores portugueses como Florbela Espanca e José Carlos Ary dos Santos, na companhia de amigos como Carminho, Camané, Pedro Gonçalves (Dead Combo), entre outros. Em 2012 chega às lojas “Acústico”, uma imensa celebração onde reúne os convidados Lura e Jorge Palma e em 2014 contou com mais três colaborações de luxo, Jacques Morelenbaum, Mário Laginha e Fred Pinto Ferreira em “Do Princípio”. 2017 ficou marcado pelo lançamento do seu novo disco “A Procura”, uma viagem incessante que Tiago Bettencourt nos guia ao longo desde sexto disco da sua carreira, entre a acústica trovadoresca, a pop e as eletrónicas discretas. Um disco marcado pelas colaborações de Márcia, Vanessa da Mata e os singles “Se me deixasses ser”, “Partimos a Pedra” e “Diz Sim feat. Vanessa da Mata”.

Depois de inúmeros concertos de Norte a Sul de Portugal e Coliseus em formato 360, Tiago Bettencourt lançou o seu mais recente disco de originais: “2019 Rumo ao Eclipse”, que reafirma um caminho independente, variado e coerente, permanecendo na vanguarda da música cantada em Português há quase 20 anos.

De volta à dança, será a 28 de maio que o coreógrafo Pedro Ramos revelará a sua criação Corpo Anímico, um espetáculo para ver às 20h30 e que resulta da coprodução Casa das Artes de Famalicão, Cine-Teatro Avenida Castelo Branco, Cine-Teatro de Gouveia.

Corpo Anímico dá continuidade à obra Alento que esteve em palco, em maio de 2019, na Casa das Artes. Agora, Pedro Ramos, após uma experiência imersiva de quatro anos de investigação no contexto da floresta, e explorando o corpo enquanto “pedaço de natureza” ligado ao entorno, fazendo uso da respiração enquanto tema, pretende desenvolver uma dança anímica para um grupo de oito intérpretes.

Corpo Anímico mergulha na anatomia experimental das pequenas e grandes sensações e perceções que reforçam a ligação com o elã vital que tudo permeia. O princípio de Eros, uma matriz unificadora que agrega a própria realidade, de sentido e significado.



Réplica do quinto episódio do CLOSE-UP
convoca escolas e público ao cinema



De 10 a 17 de outubro passado, em vários espaços da Casa das Artes, projetou-se o quinto episódio do CLOSE-UP, com um panorama de sessões orientadas sob o mote do Cinema na Cidade, onde a produção do presente a e a história do cinema se encontraram (ver www.closeup.pt).

Em maio, será reposta a primeira réplica deste episódio (Episódio 5.1), com propostas para o público geral e a presença no Agrupamento de Escolas D. Sancho I.

Para o público geral, no dia 29 de maio, às 15h00, no pequeno auditório, serão encontrados Luis Buñuel e Nanni Moretti. OS ESQUECIDOS é a primeira grande obra saída do período mexicano de Buñuel, retrato da juventude nos bairros da cidade do México. De Roma à Sicília, de Pasolini a Rossellini, em QUERIDO DIÁRIO de Moretti será feita uma viagem pela Itália e pelo seu Cinema. Ambas as sessões serão apresentadas por Rodrigo Francisco, programador de Cinema e Diretor do Cineclube de Viseu.

Para o público escolar, no Agrupamento de Escolas D. Sancho I, é reiterada a memória da passagem dos 75 anos do fim da 2.ª Guerra Mundial, com a projeção de #ANNE FRANK - VIDAS PARALELAS, com condução de Helen Mirren, para alunos do 3.º ciclo e do secundário.

Ainda na proposta cinematográfica, mas, particularmente dirigida para cinéfilos, a programação desenvolvida pelo Cineclube de Joane propõe: a 6 de maio, A Camareira de Lila Avilés; a 13 de maio, Fellini 8 ½ de Federico Fellini; a 20 de maio, Patrick de Gonçalo Waddington; e a 27 de maio, Siberia de Abel Ferrara.

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