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Projecto ‘RISE’ permitiu reduzir taxa de abandono escolar da comunidade cigana
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Projecto ‘RISE’ permitiu reduzir taxa de abandono escolar da comunidade cigana

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Projecto ‘RISE’ permitiu reduzir taxa de abandono escolar da comunidade cigana

Braga

2019-11-20 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Conferência Nacional RISE deu a conhecer os resultados da aplicação do projecto no Agrupamento de Escolas de Prado, onde a taxa de abandono é de quase zero por cento. Boas práticas vão constar de um folheto.

Contribuir para a inclusão plena de alunos ciganos a partir do ambiente escolar, é o objectivo do projecto internacional RISE (Roma Inclusive School Experiences), cujas boas práticas foram dadas a conhecer ontem, na conferência nacional realizada na Universidade do Minho.
O projecto está a ser aplicado no Agrupamento de Escolas de Prado, em Vila Verde, onde a taxa de abandono escolar atingiu praticamente o nível zero.
A coordenadora do projecto, Maria José Casa-Nova, explicou que o projecto assenta no foco sobre o aluno e não sobre o professor, o que contribui para o sucesso do mesmo.

“Quando falamos em ensino/ /aprendizagem, estamos a falar de um ensino que tem o foco os professores, mas quando falamos da aprendizagem/ ensino, os foco está nos alunos, que são o protagonistas principais. Neste projecto, os professores fazem a articulação entre o saber experiencial dos alunos e o conhecimento académico. Esta mudança é fundamental para diminuir o absentismo e o abandono escolar”, explicou Maria José Casa-Nova.
Os resultados do projecto vão constar de um folheto (‘booklet’) que permite a aplicação do ‘Projecto RISE’ a outras comunidades. “É um ‘booklet com as boas práticas, publicado pelo Observatório das Comunidades Ciganas, que esperamos que sirva de inspiração a outras comunidades, que apresentam características similares e que seja promotor de mundanças que têm como objectivo diminuir as desigualdades sociais” referou Maria José Casa-Nova.

A secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira destacou a importância do trabalho desenvolvido pela Universidade do Minho, mas considerou “preocupante” o facto de apenas 10 por cento dos alunos ciganos frequentarem o ensino secundário. Torna-se, por isso, essencial adoptar mais medidas. “Vamos adoptar dinâmicas como o ‘Guia para Emigrantes’, vamos reforçar a capacitação de professores, vamos reforçar as bolsas de educação em articulação com as bolsas de mérito para incentivar os alunos a frequentarem o ensino secundário e superior”, destacou a governante.
A secretária de Estado para a Integração e as Migrações, salientou que gostava de ver o projecto replicado noutros agrupamentos de escolas.

O director do Agrupamento de Escolas de Prado, em Vila Verde, José Peixoto, frisou que a aplicação do programa permitiu que o abandono escolar, por parte de crianças e jovens de etnia cigana, ficasse “próximo dos zero por cento. O absentismo também evoluiu no sentido positivo.” José Peixoto considerou que o processo “facilita o processo de aprendizagem em ambiente de sala. O projecto está a ganhar raízes na escola”.
Leonor Torres, do Centro de Investigação em Educação da UMinho, destacou que o projecto ‘RISE’ tem carácter internacional (conta com o apoio da Itália e da Eslovénia) e distingue-se pela abordagem multidisciplinar.
Leandro Almeida, presidente do Instituto de Educação da UMinho, defendeu que “é fundamental criar oportunidades de convivência entre crianças de diferentes etnias”.

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