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Projecto transfronteiriço quer converter o Rio Minho num destino navegável
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Projecto transfronteiriço quer converter o Rio Minho num destino navegável

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Projecto transfronteiriço quer converter o Rio Minho num destino navegável

Alto Minho

2019-11-20 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

À semelhança do Douro, o projecto transfronteiriço ‘Descubra o Rio Minho. Um Destino Navegável’ apresentado ontem, em Monção, propõe-se criar uma marca turística de um território único e diferenciador que junta municípios portugueses e galegos.

Tornar o Rio Minho um destino navegável, criando uma marca turística forte de uma região que junta quatro territórios portugueses e galegos - Monção, Salvaterra, Valença e Tui - que na diversidade têm muito em comum, nomeadamente o rio que os une.
O projecto transfronteiriço, no valor superior a 1,1 milhões de euros, foi apresentado ontem, no Museu do Alvarinho, em Monção.
Um momento de celebração que juntou os quatro municípios que integram o projecto transfronteiriço e que tem também como parceiros a Direcção-Geral do Património Natural da Junta da Galiza, a Agência de Turismo de Galiza e a entidade regional de Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP).

António Barbosa, presidente da câmara de Monção, afirmou que “à semelhança da região do Douro que criou uma marca turística de excelência, o destino Rio Minho quer afirmar-se como tal e argumentos não faltam”. Para o autarca monçanense “estes quatro territórios tem muito mais para oferecer do que a região do Douro, como o vinho, que tem como ex-libris o Alvarinho, o património natural, património histórico, património cultural, mas, acima de tudo, temos muitas histórias de gerações para contar”.

Trata-se de um projecto-piloto, que tem duração de dois anos e é financiado por fundos europeus ao abrigo do Programa INTERREG V-A España - Portugal (POCTEP) 2014-2020. A melhoria da navegabilidade do rio Minho a valorização do património natural e ambiental do Rio Minho internacional; a consolidação da marca Visit Rio Minho e a criação de percursos turísticos de barco são as principais acções programadas até Dezembro de 2021.
“A valorização ambiental do rio Minho, a mediatização do território e a rentabilização económica dos agentes turísticos, hotelaria e restauração” são algumas vantagens apontadas por António Barbosa, acrescentando “que o investimento previsto vai ainda permitir a criação de pequenos cais flutuantes (atracagem) nos concelhos envolvidos; visitas programadas às fortalezas da raia, aos centros históricos, adegas de vinho Alvarinho, equipamentos culturais, pesqueiras; promover ateliês e conferências relacionadas com o rio; e incentivar a prática de desportos como caiaque, canoagem, ‘stand up paddle’. Do lado galego, a alcaide de Salvaterra, Marta Valcarcel, realçou o alcance deste projecto transfronteiriço que valoriza estes territórios. Temos que estar conscientes da grande riqueza que temos não só como concelhos, mas como com estas duas euro-cidades (Valença - Tui e Monção- Salvaterra), afirmou a alcaide de Salvaterra, salientando o pioneirismo do projecto que visa “converter a marca Rio Minho: Destino Navegável numa espécie de Douro e temos todas as condições para o fazer”.

Por seu turno, o vereador da Cultura da câmara de Valença, José Monte, afirmou que “durante muito estivemos de costas voltadas para o rio e este projecto volta a colocar o rio no centro, mostrando as potencialidades destes territórios”.
Também o presidente do Turismo Porto e Norte, Luís Pedro Martins, elencou dez grandes razões para o sucesso deste projecto: natureza, património, gastronomia, vinhos, tradições, a festa, a autenticidade, as pessoas,
No que se refere à navegabilidade do rio Minho, o projecto prevê intervenções num troço de 16 quilómetros, entre a ponte internacional que liga Valença a Tui e a travessia que une Monção e Salvaterra do Minho, para criar as condições ideais para a relação de atividades náuticas de lazer e turismo no rio Minho.

“Pretende-se lançar uma série de acções, por etapas, que permitirão, numa segunda fase, a criação de circuitos turísticos navegáveis, onde o barco será o principal meio de transporte e o rio o património cultural e natural associado”, explicou José Sosa, coordenador do projecto.
Promover o valor natural e paisagístico do corredor ambiental do rio internacional Minho, uma área classificada como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000, nos dois lados da fronteira, e implementar acções de recuperação, uso sustentável e compartilhado daquele curso internacional de águas são outras das apostas.

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