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Projecto é um “bom exemplo” do que “se quer de uma escola”
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Projecto é um “bom exemplo” do que “se quer de uma escola”

As Nossas Escolas

2020-01-26 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Cerca de 150 alunos das EB1 de Nogueira, Fraião, Trandeiras e Esporões subiram ontem ao palco do auditório Vita. Incêndios de 2017 foram o mote do espectáculo ‘Encantos da Floresta’.

O que era para ser inicialmente apenas uma acção de sensibilização ambiental acabou numa espécie de musical, que envolveu cerca de 150 alunos das EB1 de Nogueira, Fraião, Trandeiras e Esporões. O espectáculo ‘Encantos da Floresta’, que subiu ontem ao palco do auditório Vita, é “um bom exemplo” do que “se quer de uma escola”, sendo “uma mais-valia” para as crianças, os professores e as famílias.
Integrado no programa Recomeçar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ)”, a “mais-valia” do projecto foi partilhada por crianças, professores e familiares momentos antes dos pequenos subirem ao palco e mostrarem o trabalho feito nos últimos três meses com as várias linguagens artísticas das Actividades Extra Curriculares (AEC), nomeadamente canto coral, expressão dramática e expressão plástica.

A coordenadora da EB1 de Nogueira, Alexandrina Rodrigues, destacou a “aprendizagem e crescimento” que todo este projecto proporcionou às crianças. “Os alunos viveram a experiência e assumiram responsabilidades. Isto é mesmo o que que se quer de uma escola”, assegurou a coordenadora, mostrando-se “felicíssima” pelo trabalho feito.
Da EB1 de Esporões, o professor António Chaves confessou também que participar neste “bom exemplo” foi “uma mais-valia” para professores, alunos e família. “É uma experiência única para todos eles”, assegurou o professor titular, elogiando “a articulação horizontal entre escolas, que muitas vezes não é possível, e é muito positiva”.

Também à espera que o espectáculo começasse estava Isaque Barbosa, pai de Luís, que frequenta o 4.º ano da EB1 de Fraião. “Orgulhoso” e “feliz” pelo filho, Isaque Barbosa contou que “a expectativa é tanta e o medo de falhar é muito, por isso, ele empenhou-se e levou todo este projecto muito a sério”. Para Isaque Barbosa, que já fez teatro e está ligado profissionalmente ao meio ambiente, este foi “um bom exemplo” do que se pode fazer na escola. “Está a ser uma experiência única para ele e um orgulho para nós”, garantiu.
Da EB1 de Trandeiras, o Correio do Minho falou com Miguel Maia, Mateus Alves e Eduardo Marques. Os alunos do 4.º ano estavam prestes a fazer a estreia em palco e, por isso, confessaram o nervoso miudinho. “Foi uma experiência muito fixe e aprendemos muita coisa mesmo”, contaram os pequenos, começando, de imediato, querer mostrar tudo o que aprenderam.

“Alunos nunca mais vão esquecer”

“Mais do que o espectáculo, o projecto valeu pela causa que mobilizou toda a comunidade educativa”, defendeu a presidente da Academia de Teatro - Tin.Bra, acreditando que “os alunos nunca mais vão esquecer esta experiência”. Ontem, momentos antes do espectáculo ‘Encantos da Floresta’ subir ao palco do auditório Vita, Maria Torcato Baptista elogiou o resultado “muito interessante” deste projecto.
O espectáculo que foi a palco pela mão da Academia de Teatro - Tin.Bra, em parceria com a Eplural – Cooperativa de Educação não Formal, envolvendo ainda o Conservatório de Música Bonfim e a Equipa Espiral, juntou cerca de 150 alunos das EB1 de Nogueira, Fraião, Trandeiras e Esporões. “O alunos foram sempre tomando consciência que o espectáculo era uma forma de mostrar o que trabalhamos estes meses para sensibilizar para a valorização e protecção da floresta”, explicou a responsável, lembrando que o projecto resulta de uma candidatura ao desafio lançado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), no âmbito do projecto Recomeçar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Em palco, a história contou-se com a gota de água que caiu na terra, conseguindo germinar árvores. As árvores cresceram, mas o homem não respeitou a natureza e provocou um incêndio. As crianças quando voltaram à floresta decidiram apanhar o lixo e ‘chamar’ novamente a gota de água para recomeçar a vida na floresta. “Todo este trabalho foi um processo muito interessante que envolveu os alunos, os coordenadores das esco- las, os professores e o Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio com um empenho e dedicação extremas”, elogiou Maria Torcato Baptista.
O projecto começou com uma ‘visita’ à floresta, que os alunos “nunca mais vão esquecer”, garantiu a presidente, referindo que “o objectivo inicial foi trabalhar as vertentes sensoriais e a acção de sensibilização na floresta permitiu aos mais novos sentir, cheirar, ver e tocar”.

Para Óscar Lopes, coordenador da Eplural (cooperativa responsável pelas Actividades Extra-Curriculares no agrupamento), este desafio foi ao encontro da filosofia daquela cooperativa. “Este trabalho de interacção entre várias entidades, como são o caso da Academia de Teatro - Tin.Bra, da Equipa Espiral ou do Conservatório Bomfim, torna tudo mais fácil”, assumiu o responsável. O certo é que, continuou Óscar Lopes, “com o know-how destas entidades foi possível fazer um trabalho de qualidade”, sendo que o feedback dos alunos e das famílias não podia ter sido melhor. “Os mais novos estiveram extremamente receptivos. Basta provocar os alunos para se fazerem coisas novas e diferentes”, observou o coordenador.

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