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Prolongamento do túnel das piscinas é para executar no próximo mandato

Braga

2020-10-01 às 08h30

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Obra visa restabelecer ligação directa entre a Rua D. Pedro V e a Rua Nova de Santa Cruz. Prolongar o túnel é a única solução viável, após estudo mostrar que a semaforização agravaria mais o trânsito.

A Câmara de Braga prevê arrancar no próximo ano com os estudos técnicos para concretizar o prolongamento do túnel rodoviário da rotunda piscinas, permitindo dessa forma repor a ligação directa entre a Rua D. Pedro V e a Rua Nova de Santa Cruz, actualmente cortada pela Av. Padre Júlio Fragata.
Em declarações ao ‘Correio do Minho’, Ricardo Rio reafirmou que o prolongamento do túnel se afigura como a única solução viável para repor a ligação daquelas duas ruas, projecto em que a autarquia tem vindo a trabalhar desde 2013, concretamente através do estudo de vários cenários que permitiram repor a ligação que encurta a distancia entre a Universidade do Minho e o centro da cidade.
O prolongamento do túnel, até junto do Braga Parque, implicará “muito tempo e dinheiro”, reconhece Ricardo Rio, mas de todas as soluções estudadas é a única que se afigura viável. Esta será, porém, “uma obra para o próximo mandato”.
Esta intervenção, conjugada com a que vai acontecer no Nó de Infias, o ponto mais negro do trânsito em Braga, são assim duas propostas que vão figurar no programa eleitoral de Ricardo Rio para as próximas autárquicas, como o próprio confirmou ao ‘Correio do Minho’.
A intervenção no Nó de Infias está mais avançada. Vai ser lançado nos próximos dias o concurso público para o projecto.
As duas intervenções são consideradas fulcrais para resolver os maiores problemas no trânsito de Braga, mas nunca poderão ocorrer em simultâneo pelas implicações que vão ter no tráfego enquanto decorrem os trabalhos.
Entretanto, nos próximos dias deve avançar a reabilitação da Av. Padre Júlio Fragata, obra adjudicada por 700 mil euros. Os trabalhos vão durar três meses.
Recorde-se que esta intervenção gerou críticas por parte da oposição que acusa a autarquia de estar a promover uma “obra de cosmética”, reclamando uma intervenção mais profunda e definitiva naquela zona.
O vereador Artur Feio, do PS, defendeu o recurso à semaforização para ligar a Rua D. Pedro V e a Rua Nova de Santa Cruz, justificando que seria a forma mais rápida e mais barata de resolver a questão.
Essa solução foi imediatamente colocada de parte por Ricardo Rio, com base nas conclusões do relatório preliminar do Estudo do Impacto do Atravessamento da Avenida Padre Júlio Fragata, levado a cabo pelo Laboratório de Mobilidade, em parceria entre a Câmara de Braga e a Universidade do Minho.
O estudo, que visou encontrar melhor solução para aquele nó rodoviário, evidencia que a implementação de semáforos traria complicações ainda mais graves para o trânsito naquela zona. De acordo com o relatório preliminar, a que o ‘Correio do Minho’ teve acesso, a semaforização daquele cruzamento significaria mais 26% nos atrasos totais; mais 10% no total de emissões de CO2; mais 30% de filas de espera (60 para 90 veículos); a diminuição em 10 km/hora da velocidade média; e aumento de 18% nos tempos totais de viagem.
O relatório aponta que o tráfego proveniente do Norte (Hospital) em direcção à rotunda das piscinas (centro ou UMinho) sofreria uma ligeira melhoria em termos dos tempos de viagem. Porém, o tráfego proveniente do Norte mas que atravessa o túnel em direcção ao Sul (Minho Center), sofreria “um agravamento significativo” dos tempos de viagem, concretamente um agravamento de 50% de manhã e de 36% de tarde, afectando cerca de 10.500 pessoas.
Adicionalmente, o tráfego vindo de Sul em direcção a Norte/Hospital via túnel sofreria um agravamentos de 38% e 31%, respecti- vamente, de manhã e de tarde, afectando um total de cerca 10.100 pessoas.
Acresce que o tráfego que vem do centro para o Hospital sofre também agravamentos consideráveis (31% e 27% no tempo de viagem, de manhã e de tarde, respectivamente).
O estudo alerta para uma “questão importante” que passa pela acessibilidade ao Hospital de Braga. A Av. Padre Júlio Fragata é um dos principais pontos de acesso ao hospital, frequentemente utilizada por veículos de emergência médica. “Os atrasos verificados no transporte individual, resultado da semaforização, assim como os possíveis constrangimentos de tráfego podem colocar em risco o transporte de emergência, pelo que esta questão terá de ser tida em conta na análise ao cruzamento”, lê-se no documento.
O estudo concluiu que, com a semaforização, todo o tráfego em direcção a Norte sofre agravamento.
Comparativamente, como resultado da introdução de semáforos, o transporte individual, nos percursos identificados, é o mais prejudicado, com especial incidência nos percursos directamente relacionados com o túnel.
No que concerne ao transporte colectivo registam-se poupanças de custos associados à redução das distâncias percorridas e redução média de tempos de viagem.
Ainda no transporte colectivo, resultado do atravessamento directo da Av. Padre Júlio Fragata, aos autocarros com origem na Rua Nova de Santa Cruz são subtraídas as quatro paragens na Avenida, “o que poderá afectar a procura”.

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