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Promotores bancários saem em liberdade
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Promotores bancários saem em liberdade

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Promotores bancários saem em liberdade

Casos do Dia

2019-06-08 às 12h00

Redacção Redacção

Polícia Judiciária de Braga deteve, anteontem, quatro homens suspeitos de burlarem clientes em 1,6 milhões de euros como promotores bancários. Arguidos saem em liberdade e ficam proibidos de contactar entre si e de exercer a actividade.

Os quatro promotores bancários detidos em Viana do Castelo por alegada burla qualificada vão aguardar julgamento em liberdade, pagando uma caução de cinco mil euros cada um. Em declarações à agência Lusa, Gonçalo Morais da Fonte, advogado de um dos arguidos, adiantou ontem que o juiz de instrução do tribunal de Viana do Castelo aplicou ainda aos “os promotores bancários a proibição de contacto entre si e de exercício da actividade bancária”.
Os quatro arguidos começaram a ser presentes a um juiz na quinta-feira à tarde. As medidas de coacção foram conhecidas ao início da tarde de ontem.
Fonte judicial adiantou à Lusa que, dos quatro arguidos, “apenas um prestou declarações ao juiz, sendo que a meio do interrogatório decidiu remeter-se ao silêncio”. Aquela fonte acrescentou que, “na sequência da detenção dos quatro homens”, pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga, “foram apresentadas algumas dezenas de queixas de clientes lesados”.
Na passada quinta-feira, em conferência de imprensa, o coordenador da PJ de Braga, António Gomes, disse que os quatro promotores bancários, com idades entre os 37 e os 55 anos, poderão ter prejudicado cerca de 80 clientes, provocando um prejuízo de vários milhões de euros.
Segundo António Gomes, até ao momento já foram identificadas oito vítimas, ascendendo o prejuízo a mais de 1,6 milhões de euros. “Mas o número de lesados pode atingir os 80”, referiu o responsável, aludindo à consequente “multiplicação” dos prejuízos.
Segundo uma outra fonte ligada ao processo, um dos arguidos é o presidente da Junta de Freguesia da Ribeira, concelho de Ponte de Lima, e outro preside à direção da Associação Empresarial de Ponte de Lima. Os arguidos angariavam clientes para o Deutsche Bank.
A actividade criminosa decorreria desde 2008, mas, entretanto, alguns lesados apresentaram queixa no Ministério Público, originando uma investigação pela PJ que começou há oito meses. Os arguidos foram detidos na sequência de 13 buscas e no cumprimento de mandados de detenção emitidos pelo Ministério Público de Viana do Castelo.
Nas buscas, foram apreendidas seis viaturas de gama alta, dinheiro e prova documental e digital.

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