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PSP e GNR protestam em Braga e ‘exigem respeito’
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PSP e GNR protestam em Braga e ‘exigem respeito’

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PSP e GNR protestam em Braga e ‘exigem respeito’

Braga

2020-01-22 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

A voz dos polícias e GNR fez-se ouvir ontem num protesto, em frente do estádio de Braga, onde decorreu a ‘Final Four’ da Taça da Liga em futebol.

A voz dos polícias e da GNR fez-se ouvir ontem junto ao Estádio Municipal de Braga, exigindo respeito pela classe.
Para dar mais visibilidade e força ao protesto, um grupo de polícias entrou no estádio, durante a primeira meia-final da Taça da Liga de futebol, entre o Sporting de Braga e o Sporting, exibindo uma faixa com a frase ‘Polícias exigem respeito’.

“Queremos é tornar visível a revolta dos polícias. Na anterior legislatura tivemos um governo que identificou os problemas, encontraram-se soluções, mas nunca foram concretizadas”, afirmou ao ‘Correio do Minho’ Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), garantindo que “nesta legislatura não iremos permitir que aconteça a mesma coisa. Neste momento tem que haver mudanças e garantias de resolução dos problemas, nomeadamente a actualização de vencimento dos polícias que quando saem da escola anda nos 789 euros e aproxima-se a passos largos da subida para 750 euros do salário mínimo nacional”.
Para além de Braga, realizaram-se protestos em simultâneo em Lisboa e Faro.

Entre as reivindicações estão o pagamento do subsídio de risco, actualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efectivo e mais e melhor equipamento de protecção pessoal.
Os polícias e a GNR deixam o aviso que, caso o governo insista em não ouvir as reivindicações, estes elementos das forças de segurança pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às exigências, estando a ser ponderadas outras formas de luta como entrega das armas e uma greve de zelo.

O Ministério da Administração Interna (MAI) definiu um calendário específico das matérias objecto de diálogo com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, tendo sido já realizado três reuniões.
A primeira reunião sobre o pagamento dos retroactivos dos suplementos não pagos em período de férias decorreu sem um acordo, das outras, sobre o plano plurianual de admissões na PSP e da GNR e suplementos remuneratórios, ainda não há resultados.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023 no âmbito do plano plurianual da admissão.
Os sindicatos acusam o MAI de falta de abertura em acolher as propostas das estruturas sindicais.
No âmbito das reuniões com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna vão decorrer ainda reuniões no dia 13 de Fevereiro sobre a lei de programação das infra-estruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança e no dia 5 de Março sobre segurança e saúde no trabalho.

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