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“Qualquer desculpa” serve para sair à rua
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“Qualquer desculpa” serve para sair à rua

Braga

2021-01-16 às 09h30

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Não faltam motivos e todos os têm na ‘ponta da língua’ para conseguir sair à rua. Deslocar-se para o trabalho ou para as aulas, fazer compras, ir à farmácia ou ao banco, ir à missa e até passear e apanhar sol são “motivos válidos” para andar na rua.

Uns vinham da universidade, alguns esperavam para começar a trabalhar, outros foram à farmácia ou precisaram de ir ao banco e houve ainda quem viesse da missa. As excepções são muitas e todos têm “desculpa” para estar na rua. Ontem de manhã, o movimento era muito menor do que é habitual, mas o centro da cidade de Braga esteve longe do cenário vivido no primeiro confinamento.
Bruno Pinto, Carlos Furtado, Ricardo Silva e Tiago Rodrigues são estudantes seminaristas e vinham das aulas do Centro Regional de Braga da Universidade Católica. “Vimos das aulas e vamos para casa”, confirmaram os jovens que circulavam na zona da Arcada.
Bruno Pinto considerou que as medidas anunciadas pelo Governo para este segundo confinamento “são contraditórias, já que favorecem uns e prejudicam sempre os mesmos. Os sectores da cultura e da restauração estão a sofrer muito”, lamentou o jovem, contando que os pais têm um restaurante e este segundo confinamento “vai abalar a actividade económica” da família.
Já Carlos Furtado defendeu que dadas as circunstâncias actuais, este segundo confinamento “era obrigatório e necessário”. Mas o jovem estudante foi mais longe: “devia ser mais rigoroso, porque qualquer desculpa serve para sair à rua, por isso, espero que estas próximas semanas sejam suficientes para acalmar a situação”.
Entretanto, junto ao Posto de Turismo de Braga, Jorge Silva estava, com alguns colegas de trabalho, à espera de começar o turno. Motorista dos TUB, Jorge Silva, apesar de concordar com o confinamento, apontou as dificuldades que as empresas que tiveram de fechar as portas estão a sentir. “Não faz sentido nenhum as escolas estarem abertas, porque os alunos acabam por estar em contacto com os restantes elementos da família”, justificou o motorista, admitindo que a “vantagem” dos próximos dias será mesmo conduzir com menos trânsito nas ruas da cidade.
Já no Largo do Barão de São Martinho, o Correio do Minho falou com Artur Ferreira que vinha com monsenhor Joaquim Morais da Costa, que celebrou missa na igreja de São João do Souto. “Ontem avisei as pessoas que não sabia se hoje havia missa, o certo é que hoje [ontem] estavam mais pessoas do que é habitual”, confidenciou o padre, admitindo que o “motivo” da maior afluência foi o facto de ontem se celebrar o Santo Amaro.
“Há muitos abusos e este segundo confinamento era necessário e acredito que não vai chegar e vamos continuar confina- dos”, atirou, entretanto, Artur Ferreira, defendendo que as eleições Presidenciais deviam ser adiadas. “Eu vou votar, mas as eleições deviam ser adiadas, estamos a viver uma situação excepcional. Ou vai ser uma enchente ou então vamos ter uma grande abstenção”, referiu.
Enquanto jogava o euromilhões, o Correio do Minho falou com José Sousa, motorista de transportes de passageiros. “Em Março e Abril do ano passado estive em lay-off, depois durante os meses de Junho, Julho e Agosto trabalhava 15 dias e ficava em casa outros 15 dias”, lembrou o motorista.
Desta vez, como as escolas estão a funcionar normalmente, José Sousa também está a cumprir horário normal. “Fiz a carreira da manhã e tive alunos e apenas alguns outros passageiros que tinham consultas já marcadas”, contou José Sousa, que aproveitou o tempo de intervalo para ir jogar.
O motorista concorda com o segundo confinamento a “ver se a situação acalma”, mas é da opinião que os restaurantes deviam estar abertos, porque “há muita gente a trabalhar e tem que levar o almoço de casa”.
Maria Costa precisou de ir à farmácia e já que estava na rua aproveitou para ir à loja de ferragens comprar cordas. “Temos que arranjar com que passar o tempo em casa”, justificou Maria Costa, concordando com o confinamento e defendendo que as escolas também deviam estar fechadas.

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