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Quem bebe café tem melhor controlo motor e maior atenção
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Quem bebe café tem melhor controlo motor e maior atenção

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Quem bebe café tem melhor controlo motor e maior atenção

Braga

2021-04-21 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Primeiro estudo a explorar o efeito de beber café na nossa rede cerebral com este nível de detalhe foi liderado pelo presidente da Escola de Medicina da UMinho e investigador do ICVS, Nuno Sousa.

As conclusões de um estudo, liderado pelo presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho e investigador do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), ajudam a compreender melhor os efeitos da cafeína, destacando-se a melhoria do controlo motor, o aumento dos níveis de atenção e alerta, e ainda benefícios na aprendizagem e na memória. “Esta é a primeira vez que o efeito de beber café regularmente tem na nossa rede cerebral é estudado com este nível de detalhe”, destaca Nuno Sousa.
Este novo estudo, publicado na Molecular Psychiatry, oferece uma “perspectiva única” nas mudanças estruturais e de conectividade que acontecem no cérebro de quem bebe café regularmente.
Durante a investigação percebeu-se que, “quando em repouso, este grupo de pessoas tinha um reduzido grau de conectividade em duas áreas do cérebro (conhecidas como precuneus direito e insular direito), indicando efeitos como uma melhoria no controlo motor e nos níveis de alerta (ajudando na reacção ao estímulo) em comparação com quem não bebe café”, pode ler-se na nota enviada pela instituição.
No estudo, também foram encontrados “padrões de maior eficiência noutras áreas do cérebro, como o cerebelo, consistente aos efeitos já descritos como a melhoria do controlo motor”.
Além disto, acrescenta a mesma nota, “houve uma maior actividade dinâmica observada em várias áreas do cérebro, no grupo dos fãs de café, que permitiu juntar a estes efeitos uma notória melhoria na aprendizagem e na memória. Estas mudanças permitem ainda uma maior capacidade de foco”.
Estas diferenças no nosso cérebro, observadas entre quem bebe café regularmente, foram também notadas no grupo de pessoas que não bebe café após consumirem um copo de café. “Este indicador surpreendente, demonstrou uma capacidade do café em impor mudanças em curtos períodos de tempo, tornando o café o gatilho dos efeitos”, sublinha.
A investigação foi conduzida por Nuno Sousa da Escola de Medicina da Universidade do Minho, usando uma tecnologia apelidada de ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla inglesa) por forma a comparar a estrutura e conectividade de um grupo de pessoas que bebe café diariamente com um grupo de pessoas que não bebe café.

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