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“Questões das acessibilidades não são fáceis de resolver”
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“Questões das acessibilidades não são fáceis de resolver”

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“Questões das acessibilidades não são fáceis de resolver”

Desporto

2019-10-16 às 06h00

Rui Serapicos Rui Serapicos

Provedor do Sócio do SC Braga desde o início de Outubro, José Filipe Tinoco Marques assume um cargo que serve de interlocutor entre os associados e a direcção. Reconhecido como dirigente desportivo, foi director da Associação de Atletismo de Braga e da Associação de Andebol de Braga, vice-presidente do Comité Europeu de Crosse e de Estrada. Ao serviço do SC Braga, cumpriu nas décadas de 1980 e de 1990 as funções de vice-presidente para as Actividades Amadoras e director da equipa de atletismo que conquistou vários títulos nacionais e europeus. É desde 1988 sócio de mérito do clube desde 2018 vice-presidente do Conselho Geral.

É compatível este cargo de provedor do sócio com o de vice-presidente do Conselho Geral do Sporting Clube de Braga?
Sim. Esta acumulação ainda me levantou pessoalmente algumas dúvidas. Pelos estatutos do Sporting Clube de Braga ainda não há a figura do provedor. Na altura em que aceitei este convite, que é um convite já relativamente antigo, tive o aval do presidente do Conselho Geral e do vice-presidente, respectivamente doutor Fernando Oliveira e arquitecto Luís Machado. Eles entenderam que não havia incompatibilidade e que, pelo contrário, havia interesse até em que essas funções fossem acumuladas.

O papel que se propõe de interlocutor entre os associados e a direcção fica ou não condicionado pelo facto de ter sido nomeado pela direcção?
Não. Primeiro, é natural que haja, mas não conheço nenhum outro provedor que seja eleito, em clubes, ou em instituições financeiras. Também não haveria razão para eu me sentir constrangido, por dois motivos muito simples. Primeiro, este não é um cargo remunerado, como penso que toda a gente saberá.
Segundo, porque a minha ligação formal ao Sporting Clube de Braga vem desde 1989, quando eu fui proclamado - o termo é um bocado pesado - sócio de mérito, há 30 anos, eu faço parte por inerência do Conselho geral do Sporting Clube de Braga. E farei até aos últimos dias da minha vida.
Tenho essa ligação formal com o clube com esta direcção, como terei com outra direcção que venha .

Sucede ao provedor António Lopes, que deixou o lugar há cerca de 6 meses. Neste tempo podem ter-se acumulado questões que o novo provedor já tenha sentido necessidade de resolver?
António Lopes é um dos responsáveis para, ao fim de muitos meses, eu ter acabado por aceitar o convite que me foi formulado. Tenho recebido dele, nos dias que levo de funções, total colaboração. O papel de António Lopes foi brilhante, como a própria Assembleia Geral do clube reconheceu ao atribuir-lhe um voto de louvor. Há uma sintonia muito grande, ele passou-me a pasta e deu-me conta de questões que estavam em atraso. Não eram muitas porque, quando os sócios se aperceberam que já não havia provedor em funções, encaminhavam as questões aos diversos departamentos do Sporting Clube de Braga. Desde a simples cadeira que estava partida - eu tive o cuidado de contactar essa associada, que me disse “sim senhor, está resolvido há muito”, a várias outras situações que a estrutura do clube, resolveu. Estrutura que não tem nada a ver com a que havia quando eu fui vice-presidente.

Nessas duas décadas o clube evoluiu no sentido profissional...
É uma estrutura altamente profissionalizada, com elevado número de trabalhadores, de bons trabalhadores. Mesmo trabalhadores. Este hiato de 6 ou 7 meses de falta de um provedor foi muito bem suprido pelo excelente trabalho de todas as pessoas da estrutura do Sporting Clube de Braga.

Além dessa cadeira partida, há alguma outra questão que tenha ficado pendente e que queira referir?
Há questões que os associados colocam, com toda a acuidade e que vão sendo resolvidas com algumas limitações. Nós temos de nos lembrar que ocupamos um espaço que não é nosso. Não é propriedade do Sporting Clube de Braga. Isso tem sempre muitas limitações e nós sabemos quais são as dificuldades.

Que tipo de questões em concreto?
As acessibilidades. Não só o chegar ao estádio, mas também a movimentação desde o piso zero aos pisos superiores. Não são questões fáceis de resolver, nem pelo Sporting Clube de Braga, nem pelo proprietário do recinto, que é a Câmara Municipal de Braga, que mantém um litígio com o dono da obra. Enquanto esse litígio se mantiver, há muitas situações que todos nós gostaríamos de ver ultrapassadas e que muitas não o são só por motivos económicos, de facto há autorizações que são precisas e que não são fáceis de ultrapassar. Estamos há meses para resolver a questão do Parque 2, aquele que se situa por baixo do relvado. O Sporting Clube de Braga tem feito tudo para resolver essa situação. Fazem-me crer que já estará quase a ser resolvida. É uma questão extremamente importante para os sócios da bancada para os utentes, que também são sócios, dos camarotes de Nascente. São dificuldades que o Sporting de Braga não resolve facilmente. Se calhar, a Câmara enquanto não ultrapassar o litígio com o arquitecto Souto Moura também não será fácil de resolver, mas que teremos todos de batalhar, em conjunto, para que se resolva.

Há pendentes questões colocadas por pessoas com mobilidade reduzida?
Julgo que não. No princípio houve questões dessas, mas penso que foi a própria Câmara Municipal. Julgo que esses utentes estão em cima na bancada Poente.



Comportamento dos adeptos
“Quando se está em multidão acontecem coisas que podem ser evitadas”
Os associados, isto acontece em qualquer clube, quando em colectivo nem sempre se comportam condignamente. O José Tinoco Marques já teve, desde que assumiu a posição de provedor, conhecimento de algum caso relacionado com mau comportamento dos sócios?
Só ainda se passou um jogo, que foi no domingo o jogo para a Taça da Liga, com o Marítimo. Penso que não houve nada de especial. Como referiu, quando se está em multidão acontecem coisas que, se pensarmos bem, podiam ser evitadas. A massa adepta do SC Braga é muito fiel, acompanha deslocações fora de portas; sofrem na pele a questão dos horários dos jogos, um tema em que o SC?Braga foi pioneiro.

Questão dos horários
“António Salvador importante em regular horas de jogos sem prejudicar negócio da TV”
Como está a questão dos horários dos jogos?
O presidente António Salvador tem tido uma missão muito importante em regular as horas dos jogos sem prejudicar o negócio com a televisão. Basta ir ao Relatório e Contas que foi agora apresentado e vemos que as receitas de televisão foram 7,5 milhões e as de bilheteira 750 mil. Isso não quer dizer que a televisão para o clube tenha mais valor do que o sócio. Os nossos sócios são o principal activo de um clube. Mas nem sempre o clube consegue dar aos associados o que eles, de facto, mereceriam por essa fidelidade. Ir a Portimão ou a Setúbal não é fácil para quem tem de optar entre ver um jogo e faltar ao emprego ou ausentar-se da família.

Dificuldades no SC Braga-Marítimo da Taça da Liga
“Legislação não permite guarda-chuvas independentemente do tamanho”
Houve dificuldades no armazenamento de guarda-chuvas no jogo de domingo com o Marítimo para a Taça da Liga. Sendo proibido entrar com o guarda-chuva, para os adeptos que em dias de chuva têm de fazer até ao estádio uma caminhada mais longa, que soluções há?
A primeira questão que se me colocou e que não correu bem no domingo passado frente ao Marítimo, prendeu-se com de guarda-chuvas, cuja entrada no estádio foi impedida pelos seguranças. A legislação (lei 39/2009 e a nº 2 a) do artigo 35 do Regulamento das Competições da LPFP) que se aplica em qualquer estádio do país, não permite a entrada de guarda-chuvas, independentemente do tamanho. É usual que os nossos sócios usem os contentores colocados nas entradas das bancadas Nascente e Poente para os guardarem durante o jogo. Algo falhou na organização daqueles espaços, que obrigou os sócios a estarem demasiado tempo à espera de recolher o seu guarda-chuva no final do jogo. A solução total deste problema não parece fácil, já que há legislação apertada sobre toda esta problemática, nomeadamente no que concerne ao local onde são colocados esses contentores, mas a estrutura do SC Braga está atenta e fará tudo o que for viável para minimizar os inconvenientes.

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