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‘Reabilitação pós-Covid’ em análise na Misericórdia

Cávado

2021-09-19 às 10h14

Redacção Redacção

Open Day da Santa Casa de Barcelos, que decorreu ontem, ficou marcado por uma palestra sobre a reabilitação de pessoas que tiveram Covid-19.

‘Reabilitação pós-Covid’ foi o assunto em debate numa palestra promovida ontem de manhã pelo Centro de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR) da Misericórdia de Barcelos, inserida no ‘Open Day’ da instituição
“A reabilitação não é feita só por uma pessoa nem duas nem três, o trabalho de reabilitação deve ser feito por uma equipa multidisciplinar”. Esta foi a mensagem deixada por Armanda Pinto, directora clínica e técnica do CMFR, que sublinhou o trabalho de fisioterapeutas, terapeutas da fala, ocupacionais e vários técnicos para dar apoio ao doente com sequelas sérias” resultantes da Covid-19.

A médica fisiatra recordou que a Covid-19 é uma “doença viral sistémica”, com “várias formas de atingimento, de assintomática a crítica”. Notou ainda que, inicialmente, se pensava que “as sequelas eram só importantes no doente com atingimento multissistémico, internamentos sérios, em unidades de cuidados intensivos, principalmente a nível pulmonar, músculo-esquelético, cardíaco e neurológico, mas, hoje em dia, os estudos mostram que mesmo as formas simples da doença deixam sequelas durante bastante tempo, em muitos doentes”.

Já José Moreira, especialista em Medicina Geral e Familiar e médico em três lares da Misericórdia de Barcelos, traça retrospectiva dos últimos meses. Apesar das “realidades muito distin- tas” nas diferentes estruturas residenciais para pessoas idosas da instituição, os lares foram um “foco de preocupação constante”, por se saber que as pessoas de mais idade e com várias patologias são mais frágeis. Também houve um reforço das equipas de fisioterapia nos lares, onde a intervenção foi “mais necessária a nível da parte respiratória e músculo-esquelética”.

Tiago Tinoco, fisioterapeuta, destacou que “o papel do fisioterapeuta passa por reabilitar e devolver função aos que se encontram desprovidos dela”.
Já Sílvia Machado notou que “o fisioterapeuta acompanha o doente desde a hospitalização mesmo até ao último período de recuperação”. E, nos lares, a fisioterapia é muito importante pela “recuperação articular e da mobilidade”.
No final da palestra, Nuno Reis, provedor da Misericórdia de Barcelos, sublinhou a experiência muito própria partilhada em cada um dos testemunhos e reconheceu e elogiou igualmente a “capacidade que cada um dos profissionais e voluntários da instituição teve neste último ano e meio”, em particular, no pico da pandemia, onde muitos colaboradores, até de outras áreas de intervenção, “se disponibilizaram e estiveram na linha da frente”.

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