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Recolher obrigatório deixa Minho sem ‘alma’
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Recolher obrigatório deixa Minho sem ‘alma’

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Recolher obrigatório deixa Minho  sem ‘alma’

Nacional

2020-11-16 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Minho cumpriu de forma exemplar o recolhimento obrigatório imposto pelo Governo. Do Baixo ao Alto Minho, todos os concelhos cumpriram à risca o dever de confinamento, deixando as ruas e praças desertas à espera de melhores dias.

O cenário era desolador, mas revelador de uma região cumpridora do recolher obrigatório imposto pelo Governo.
Um pouco por todo o Minho, as ruas estavam desertas, deixando os concelhos ‘sem alma’.
Este fim-de-semana foi o primeiro teste e a região minhota passou, sem dúvida, com distinção.
Com o aproximar das 13 horas, as pessoas foram recolhendo, ordeiramente, às suas casas e o silêncio foi tomando conta das ruas e praças, onde apenas se conseguia ouvir o barulho da chuva e algum vento que se fazia sentir na maioria dos concelhos da região.

O comércio também cumpriu ‘à risca’ o encerramento dos espaços, à excepção das farmácias, clínicas, consultórios veterinários e estabelecimentos de venda de bens alimentares com porta para a rua e com espaço até 200 metros quadrados, padarias, bombas de gasolina e funerárias.
O habitual trânsito nas ruas e circulares de Braga deu lugar a estradas quase desertas e silenciosas.
De manhã, ainda se via gente a circular nas principais artérias do centro da cidade de Braga, quer fosse para fazer umas compras ou apenas para tomar um café, mas com o tempo contado, pois o relógio impunha o rigor das 13 horas para regressar a casa.

Nas ruas de Vila Nova de Famalicão, o cenário era idêntico. Ainda não eram 13 horas e os famalicenses cumpriam a medida imposta pelo Governo. As ruas foram ficando desertas, ficando apenas de portas abertas aqueles espaços e serviços permitidos nestes dois fins-de-semana de recolhimento obrigatório.
O centro da cidade de Guimarães era igualmente desolador, com as cadeiras e mesas das esplanadas já arrumadas e os estabelecimentos de portas fechadas, antevendo tempos difíceis. Este era mais um centro urbano sem ‘alma’ e que contrasta com ‘burburinho’ das pessoas nas esplanadas dos cafés e restaurantes no centro histórico da cidade berço.

À medida que se aproximava a hora de regressar a casa, as principais estradas de Guimarães foram ficando vazias, transformando as ruas numa ‘paisagem’ quase irreconhecível nas cidades.
No Alto Minho, mais precisamente na cidade de Viana do Castelo, as ruas e praças estavam igualmente desertas, deixando o ‘coração de Viana’ absolutamente ‘destroçado’.
Os vianenses cumpriram, exemplarmente, o recolher obrigatório, ficando apenas de fora os serviços autorizados pelo Governo, tudo o resto ficou em casa, assistindo da janela ou da varanda a uma cidade ‘vazia e triste’.

Num mês que seria de grande azáfama de compras para a época de Natal que se aproxima e que os portugueses ainda não sabem em que moldes vai acontecer, esta pandemia da Covid-19 veio ‘revolucionar’ tudo aquilo que tínhamos como garantido no nosso quotidiano.
Com um cenário pouco animador que atravessa vários sectores da economia, os empresários da região do Minho estão desesperados com a falta de clientes e o aumento da taxa de desemprego leva a uma diminuição acentuada do poder de compra.

A vila da Póvoa de Lanhoso estava deserta. Os povoenses também não fugiram à regra e cumpriram como o dever de recolhimento obrigatório.
A decoração de Natal nas principais ruas da cidade de Barcelos contrastava com ruas vazias e os estabelecimentos comerciais de portas fechadas.
Pouco depois das 13 horas, já quase ninguém circulava nas ruas de Fafe. Os poucos automobilistas que ainda andavam na estrada, eram convidados a parar pela GNR para os sensibilizar a permanecer em casa.
No âmbito do estado de emergência decretado devido à pandemia de Covid-19, o Governo decidiu instaurar um recolher obrigatório com a que a circulação limitada neste e no próximo fim-de-semana, entre as 13 de sábado e as 5 horas de domingo e as 13 de domingo e as 5 horas de segunda-feira, nos 121 concelhos de maior risco de contágio pelo novo coronavírus (vão aumentar para 191 a partir desta segunda-feira).

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