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Rede escolar de Clubes Ciência Viva afina estratégias em Braga

Braga

2019-01-31 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Braga, mais concretamente a Escola de Ciências da UMinho, serviu de palco, ontem, para definir estratégias da Rede de Clubes de Ciência Viva nos estabelecimentos escolares que está a ser lançada.

É em Braga que se está a definir a Rede de Clubes de Ciência Viva das escolas de todo o país. Centros de investigação, autarquias, instituições científicas e universitárias de toda a região Norte, estiveram, ontem, reunidos na Escola de Ciências da Universidade do Minho para partilhar recursos, conhecimentos e projectos que podem agora ser potenciados sob o chapéu da Rede de Ciência Viva. Uma iniciativa para incentivar os jovens para a Ciência para a qual o governo disponibiliza uma verba de dois milhões de euros.
Ao todo são 237 Clubes de Ciência Viva escolares que vão ser apoiados e/ou potenciados e nesta lista estão incluídas dezenas de escolas da região do Minho. Maria João Horta, subdirectora da Direcção Geral da Educação, participou nestas jornadas da região Norte, organizadas pelo Planetário - Casa da Ciência de Braga e pelo Centro ‘Curtir Ciência’ de Guimarães, onde recordou o ex-ministro Mariano Gago, responsável pelo lançamento dos clubes de ciência nos anos 90.

“Este é um projecto nacional, lançado pelo Ministério da Educação, em parceria com o projecto Ciência Viva, com o objectivo de termos espaços de ciência nas escolas”, sublinhou a responsável, indicando que depois de a iniciativa ter sido lançada em Dezembro, foram muitas escolas que se candidataram, tendo aderido em pleno e com todas as condições de acesso um total de 237 clubes de ciência de escolas de todo o país.
“Vamos abrir agora o financiamento para que as actividades possam ser ainda mais potenciadas nas escolas”, indicou Maria João Horta, apontando que a “a base” desta rede é que as escolas façam parcerias com outras instituições do Ensino Superior, centros Ciências Viva, centros de investigação, autarquias, entre outros.
“O objectivo é que os alunos mais novos tenham oportunidade de experimentar ciência ao vivo feita por investigadores e que tenham também acesso à aprendizagem real das ciências e, em simultâneo, sejam criados espaços abertos nas escolas”, elencou a subdirectora da Direcção Regional de Educação.

Mas não só. “Queremos incentivar também os jovens para a Ciência, pois sabemos que as carreiras na área das Ciências e engenharias são as de futuro e, por isso, queremos atrair os nosso jovens para estas profissões e, ao mesmo tempo, também queremos que as escolas sejam mais interessantes e mais voltadas para a componente prática”.
‘Na calha’ está também a organização de um Fórum Nacional, a acontecer no final deste ano lectivo ou já no próximo, no qual todos estes clubes exibirão alguns dos seus projectos científicos.

João Vieira, director do Planetário - Casa da Ciência de Braga, explicou que esta rede “pretende dinamizar as ciências experimentais, mas, acima de tudo, promoverá nas escolas outras dinâmicas no sentido de irmos ao encontro dos novos currículos e àquilo que é o novo modelo de Educação que é aprender através de projecto”.
Sérgio Silva, director do Centro de Ciência Viva de Guimarães, sublinhou que “a grande mais-valia é fazer a ligação às escolas e outras instituições e que nelas possam crescer núcleos/clubes e dessa forma fazer com que os jovens se interessem ainda mais pelas ciências”.

Dezoito clubes bracarenses e 12 vimaranenses já aderiram à rede

Entre os 237 clubes de escolas já inscritos na Rede de Clubes Ciência Viva há dezenas as escolas de todo o Minho. Braga regista a adesão de 18 clubes e Guimarães 12, mas a rede estende-se por Viana do Castelo, Melgaço, entre outros concelhos, cujos estabelecimentos de ensino estão motivados pelo ‘espírito científico’.
“As parcerias” são a base desta Rede de Clubes Ciência Viva e a todos os níveis, nos quais se enquadra o poder autárquico e, por isso mesmo, nas jornadas realizadas, ontem, em Braga, marcaram também presença vereadores das Câmaras de Braga, Guimarães e Vieira do Minho.

Altino Bessa, vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Braga, indica que a autarquia deu também o seu apoio, através do Orçamento Participativo, à Casa da Ciência de Braga, escolhido pela população para ser beneficiado. “Esta Rede de Ciência Viva nas escolas vem dar mais músculo a este projecto”, disse, elogiando o financiamento agora disponibilizado.
O responsável apontou também para o projecto ‘Ciência Andante’ da Quinta Pedagógica de Braga, em parceria com a Universidade do Minho, avançando que este vai ser agora levado a todo o território versando sobre a ‘Saúde dos Rios’, o ‘Mundo Invisível dos Micróbios’ e os ‘Nanomateriais no dia-a-dia’.

Em representação do Município de Braga, o vereador Ricardo Costa, falou de um “triângulo perfeito”, que nesta rede liga as autarquias, instituições de ciência e as escolas. “Está criado o ecossistema perfeito para a ciência”, refere, defendendo que os portugueses devem sonhar mais alto e muito além da prestação de serviços e criar marcas e patentes.

Mais do que isso. O vereador da Câmara de Guimarães diz que “é preciso mudar mentalidades” no que diz respeito à forma como se ensina nas escolas e que este projecto vem ajudar a isso mesmo.
A representar o Município de Vieira do Minho, Elsa Ribeiro, que é também a vereadora da Educação, assinalou que estes clubes nas escolas são um veículo para a “cidadania” e “podem ajudar e muito a valorizar a ciência e o património, que no caso do concelho de Vieira do Minho tem a Serra da Cabreira e as albufeiras”. Uma aposta que, a seu ver, pode ser potenciada - “é uma questão de promover sinergias”, advertiu, lembrando que também a autarquia promove já actividades nesta área, como é disso exemplo o projecto de ‘Ciência no Verão’.

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