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Braga

2019-09-24 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

A Câmara Municipal de Braga vai avançar com um referendo aos bracarenses sobre a venda do Estádio Municipal. Já em Outubro próximo, Ricardo Rio vai apresentar um dossiê com “o custo real’ do equipamento que ascende aos 180 milhões de euros.

O referendo que vai questionar os bracarenses sobre a possível venda do Estádio Municipal vai ser realizado no próximo ano de 2020 e depois de Janeiro. A garantia foi dada, ontem, pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, que em Outubro vai apresentar toda a informação relativamente aos “custos reais” da construção do equipamento, que aponta superarem os 180 milhões de euros, sem contar com as disputas judiciais que ainda estão em cima da mesa (que podem representar mais 20 milhões de euros) e bem longe dos 65 milhões de euros que inicialmente se anunciaram.

Ricardo Rio indica que não se poderia avançar com a alienação sem antes fazer um debate que se pretende totalmente “esclarecedor” e garante que neste momento a autarquia está a reunir toda a informação sobre o Estádio Municipal, referindo, aliás, que esta recolha de informação tem sido “particularmente difícil” pelo facto de os processos se encontrarem na sua esmagadora maioria nos tribunais, por via das disputas judiciais, mas também pelas mudanças realizadas no sistema contabilístico da autarquia.

“Nós queremos prestar uma informação o mais rigorosa possível, revelando que o Estádio Municipal está em vias de custar 180 milhões de euros (contando apenas com os encargos directos do estádio e das infra-estruturas adjacentes), sem contar até com os juros do empréstimo financeiro”, disse o presidente da Câmara Municipal. Facturas de valores astronómicos que o autarca bracarense garante dificultarem a gestão de recursos para outros projectos verdadeiramente importantes para o dia-a-dia dos bracarenses, indicando que só os 7,5 milhões de euros anuais do empréstimo dariam para requalificar um Forum, dois Mercados Municipais ou a intervenção no Nó de Infias (em dois anos).

Rio diz que a falta de financiamento da autarquia devido à factura que se paga relativa ao Estádio Municipal tem impedido até outras intervenções importantes como é o caso do Estádio 1.º de Maio - “um Monumento Nacional com um risco infra-estrutural gravíssimo, que vai ter ainda mais zonas interditas”.
Da parte da oposição socialista, o vereador Artur Feio diz que o PS “é o principal interessado” em esclarecer “de uma vez por todas” os custos do Estádio.

“O que nós sabemos é que a dívida que existe é curta, perfeitamente enquadrável no Orçamento da Câmara e não pode justificar as suas graves questões de tesouraria que vem apresentando nos últimos anos”, aponta Feio.
Recorde-se que estas ‘contas’ foram pedidas em requerimento no início do ano por Carlos Almeida, vereador da CDU, no sentido de elucidar os bracarenses sobre os reais custos do Estádio Municipal. “Este é um assunto controverso que exige um esclarecimento público cabal”, frisou, criticando a demora da resposta. Para a CDU a alienação “é uma manobra de diversão irrealista” e, por isso, Carlos Almeida aponta para o caminho da “rentabilização” do equipamento.

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