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Regresso às praias  com a “normalidade possível”

Cávado

2020-07-06 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Praias de Esposende estão preparadas para receber os veraneantes. O tempo não tem convidado a uma ida à praia, mas quem tem ido tem cumprido as regras de higiene e segurança. Mas as possíveis “enchentes”, típicas do mês de Agosto, deixam todos preocupados.

A informação à entrada das praias do concelho de Esposende não deixa ninguém indiferente. Há regras a cumprir. Há novos hábitos a ter em conta. Há pormenores que não podem ser esquecidos. As barracas estão afastadas, há pessoas a circularem de máscara, os bares têm menos mesas. A Covid-19 veio mudar quase tudo e há os que estão apreensivos e pessimistas, mas também há quem não tenha medo e tencione fazer praia como sempre o fez.
O tempo não convidou a ir à praia nos primeiros dias da época balnear. Por estes dias, os concessionários estão pessimistas, os nadadores-salvadores estão com receio do mês de Agosto e depois há aqueles que já não perdem um dia de praia. Mas, todos são unânimes: “desde que se cumpram o distanciamento social e as regras de higiene, tudo vai correr bem”.

Apesar de ser habitual a envolvência e colaboração do Município de Esposende na preparação de cada época balnear, este ano a tarefa é significativamente mais exigente, exactamente por força da situação pandémica e da necessidade de salvaguardar a saúde e a segurança de toda a comunidade, tanto local como visitan- te. Entre outras medidas, o município disponibiliza, anualmente, infra-estruturas de apoio em quatro praias concelhias, essenciais para o cumprimento dos critérios referentes ao galardão Bandeira Azul da Europa (Apúlia, Ofir, Suave-Mar e Cepães), e ao galardão Praia Acessível (Cepães e Apúlia).
Um dos concessionários da praia de Apúlia confidenciou que “foi muito pouco tempo para preparar esta época balnear e também foi muito difícil, porque se teve de mexer em tudo”. Teresa Ferreira referiu mesmo que o trabalho que tiveram não foi só o de reformular a posição das barracas.

Enquanto conversava, de máscara, Teresa ia alugando algumas barracas. Uns clientes habituais, outros que vêm pela primeira vez. “Aqui há de tudo”, atirou a responsável, enquanto preenchia o recibo. “São 10 euros o dia completo”, informou. Do lado de lá do balcão, a veraneante aceitou, esperando que o vento não obrigasse a família a ir embora antes do pôr-do-sol.
“Tivemos que reduzir e muito o número das barracas e já não podemos, por exemplo, guardar sacos no estabelecimento”, contou a responsável, adiantando que também reduziu o número de mesas no bar de apoio à praia.
Por enquanto são poucas as pessoas pela praia e Teresa Ferreira é peremptória: “as pessoas ainda estão com muitos receios e perdem a vontade de vir”.
Também na praia de Cepães, Regina Azevedo, que trabalha no bar concessionado, vê tudo “muito diferente” dos anos anteriores.

“Não estive muito por dentro do processo de preparação, mas desde que comecei a trabalhar no dia 1 de Julho noto muitas diferenças”, confessou Regina, referindo que “os cuidados com a limpeza são muitos e o cumprimento das distâncias sociais é obrigatório”.
Até agora, garantiu a funcionária, “as pessoas estão a ajudar e a cumprir as regras”. No entanto, Regina mostra-se um “pouco apreensiva” em relação ao mês de Agosto, que traz sempre muitos veraneantes às praias do concelho de Esposende.

Todos lidam com “um ano diferente”

Na praia de Cepães, em Esposende, os nadadores-salvadores Luana Alves e José Amorim confessam que está a ser “um ano diferente”. Os jovens garantiram que as pessoas estão consciencializadas e sabem o que devem fazer. Mas os jovens parti- lham as “preocupações” de todos: “o teste vai ser em Agosto”.
Por enquanto, tem estado pouca gente nas praias, “menos do que nos anos anteriores”, mas em Agosto é habitual ter sempre muita gente. “Aí não sabemos como é que todos vamos conseguir lidar com isso”, confidenciaram José e Luana, acreditando que “tudo vai correr bem”. E apesar das pessoas saberem que não podem jogar à bola, ainda há quem tente infringir as regras.
Também um dos nadadores-salvadores da praia de Apúlia, que preferiu manter o anonimato, contou que tem estado “tudo calmo”. A vigiar aquela praia há muitos anos, na companhia de mais três jovens, o nadador salvador garantiu que as pessoas “têm acatado as regras e não tem havido problemas”.

Mas o certo é que o tempo não tem convidado a uma ida à praia, mas as pessoas que têm ido à praia têm respeitado o distanciamento social. “Certamente o mês de Agosto, será mais complicado”, confessou.
Quem não perdeu a oportunidade de ir à praia de Apúlia foi Sónia Dias, que estava na companhia do marido e de dois filhos pequenos. “Fazemos pouca praia no Norte, por causa do vento e da água gelada”, começou por referir a bracarense, que este não não vai para fora passar férias devido à Covid-19. “Este ano vamos ficar pelo nosso país e vir à praia com as crianças sempre que podemos”, contou Sónia Dias, admitindo que não tem receios em estar na praia. “Se mantivermos o distanciamento social e tivermos os cuidados necessários não haverá problemas”, defendeu.

Mais à frente estava Sérgio Costa com vários familiares a jogar às cartas. “Somos uma família de 15 pessoas e estamos divididos em duas casas e aqui na praia também ficamos divididos”, contou Sérgio Costa. “Este ano está a ser tudo diferente, mas não deixamos de vir à praia. Temos as casas alugadas e vamos aproveitar”, contou o bracarense, confirmando que este mês “tem estado muito mais calmo do que nos anos anteriores”.
Já na praia de Cepães, a família de António Araújo também não perdeu o fim-de-semana para fazer praia. “Temos que fazer a nossa vida dentro da normalidade possível. Estamos a lidar com um ano diferente, mas se todos tivermos cuidado vai correr tudo bem”, referiu.

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