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Ensino

2024-02-18 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Universidade do Minho saiu ontem à rua para celebrar os 50 anos da sua instalação. Reitor voltou a alertar classe político para os riscos do subfinanciamento do ensino superior.

Citação

O reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, advogou ontem que a correcção dos desequilíbrios no financiamento das instituições de ensino superior, iniciado com os dois últimos orçamentos de Estado, “prossiga no futuro”.
Na sessão comemorativa dos 50 anos da Universidade do Minho, e na presença de Elvira Fortunato, ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o reitor defendeu que os contratos de legislatura representam “uma prática que importa aprofundar”.
Rui Vieira de Castro reconheceu “a vontade e a capacidade de tornar mais transparentes e justos os critérios de financiamento das universidades’ por parte do actual Governo, desejando que “este processo prossiga no futuro, pondo cobro, num prazo curto, à situação de insuportável iniquidade de que a Universidade do Minho, por mais de uma década, foi vítima maior, com impactos sérios na renovação do seu corpo docente e na conservação das infraestruturas físicas”. O reitor da Universidade do Minho considerou que “não é difícil imaginar o quão ainda melhor poderíamos ter feito se tivéssemos sido dotados dos re- cursos financeiros que deviam ter correspondido ao incremento da nossa actividade, com que respondemos ao aumento da procura social da Universidade do Minho”.

Na festa dos 50 anos, Rui Vieira de Castro observou que “o financiamento do ensino superior continua a ser insuficiente” e que, “no caso do orçamento da Universidade do Minho para 2024, que é de 198 ME, a transferência de Orçamento de Estado, no valor de 85,2 ME, representa apenas 43% da receitas’, sendo que “as despesas certas e permanentes com recursos humanos devem ascender, no corrente ano, a 92,3 ME, correspondentes a 65,8% da despesa”.
Na radiografia do momento actual do ensino superior em Portugal, Rui Vieira de Castro apontou a persistência de “graves dificuldades para muitos estudantes, com uma resposta da acção social que está ainda longe de prevenir suficientemente fenómenos de abandono e insucesso escolar”.

Precisou que, no que ao alojamento estudantil e ao aumento do custo de vida diz respeito, “permanecem fragilidades que podem afastar muitos jovens do ensino superior”.
Reconhecendo que a Universidade do Minho deu contribuiu “para a transformação social, económica e cultural do país”, assegurando “a qualificação inicial e continuada da população”, o reitor perspectivou “um tempo que não é risonho”, atendendo à “emergência climática”, bem como à “trágica consolidação de estados de guerra” ou a permanência, em Portugal, de “fenómenos de pobreza e desigualdade inaceitáveis”, apesar dos “ex- traordinários avanços científicos e tecnológicos”.
“Nestas circunstâncias, cabe à Universidade do Minho continuar a afirmar e comprovar a sua relevância para a construção de uma sociedade mais desenvolvida, aberta, inclusiva, coesa, justa e democrática”.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, num discurso muito circunstancial, relevou a Universidade do Minho como “instituição pioneira em vários domínios”, que contribui para “o progresso académico e científico” do país.
“Destaco a sua importância na transição digital, ao apostar fortemente na supercomputação, e na transição energética, ao promover as ciências aeroespaciais e projetos e centros de investigação dedicados às biociências, entre outras”, disse.

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