Correio do Minho

Braga,

- +
Restauração sem mesa posta na passagem de ano
Presidenciais: Filas, segurança sanitária e apelos ao voto

Restauração sem mesa posta na passagem de ano

Esposende isenta famílias e empresas de tarifas

Restauração sem mesa posta na passagem de ano

Economia

2020-12-28 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Fim de Ano será penoso para o sector da restauração. Depois de um ano de grandes perdas por causa da pandemia, primeiros dias de 2021 só acumularão prejuízos.

O Governo impôs horários muito apertados aos restaurantes nos próximos dias 31 de Dezembro e 1, 2 e 3 de Janeiro, decisão que levará, no concelho de Braga, à não abertura da maioria dos estabelecimentos nesse período, pelo menos para serviço em sala.
O funcionamento limitado até às 22 horas do próximo dia 31 inviabiliza a realização de jantares de passagem de ano e a abertura até às 13 horas nos dias 1,2 e 3 Janeiro não permite, na prática, o serviço de almoços no primeiro fim-de-semana de 2021.

Na ronda efectuada pelo Correio do Minho por restaurantes da cidade de Braga foram escassos os empresários que admitiram ter as portas abertas naqueles quatro dias.
Fernando Migaitas, proprietário de três estabelecimentos de restauração na cidade, revelou que apenas manterá aberto um que está associado a uma unidade hoteleira, embora já com muitas reservas canceladas, depois de o Governo ter apertado às regras para o período de passagem de ano.
Nos três primeiros dias de Janeiro, os restaurantes geridos por Fernando Migaitas limitar-se-ão aos serviços de take away e entregas ao domícilio, não compensatórios no fim de “um ano terrível” para o sector da restauração.

José Dias está à frente de uma das casas emblemáticas da restauração bracarense. O ‘Bem-Me-Quer’, na noite de passagem de ano e no primeiro fim-de-semana de 2021, não terá serviço de sala, à semelhança do que aconteceu nos passados dias 24 e 25 de Dezembro, oferecendo apenas take away. “É estúpido pensar fazer serviço de sala só até às 13 horas”, alega este empresário, embora compreenda a necessidade de medidas de contenção da Covid-19.
Tiago Carvalho, presidente da comissão instaladora da União dos Restaurantes do Minho, confessou ao Correio do Minho, que teria sido preferível ter restringido os horários de funcionamento nos dias 24 e 25 de Dezembro, permitindo aos restau- rantes ficar abertos até à 1 hora da madrugada do dia 1 de Janeiro e servir almoços até às 15.30 horas nos três dias seguintes, como chegou a ser anunciado pelo Governo no início de Dezembro.

A mesma opinião tem Fernando Migaitas, tanto mais que a noite de Consoada e o dia de Natal são momentos de partilha familiar que já não significavam negócio relevante para os restaurantes da cidade de Braga.
José Dias tem esperança de que “2021 seja um pouco melhor” para um sector que sofreu fortemente com as restrições de horários e de ocupação de espaços impostas pelo combate à Covid--19, mas alerta que “nada ficará igual” depois da pandemia, nomeadamente em Braga, cidade que assistiu, nos últimos anos, a um crescimento exponencial da oferta de restauração.
O tempo dirá quantos dos mais de 500 estabelecimentos, entre restaurantes e outros que também servem refeições no concelho de Braga, sobreviverão à pandemia.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho