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Retoma económica segue a diferentes velocidades
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Retoma económica segue a diferentes velocidades

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Retoma económica segue a diferentes velocidades

Braga

2020-07-03 às 16h31

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

No Concelho de Braga a retoma económica faz-se a diferentes velocidades, com a restauração a surgir como o sector que mais tarda a reconquistar a confiança dos clientes.

O processo de desconfinamento prossegue e com ele a retoma da economia, que, no concelho de Braga, está a decorrer “a várias velocidades” dependendo do sector, como constata Ricardo Rio. O presidente da Câmara Municipal nota que há sectores a quem a crise parece ter passado ao lado, como o da construção civil, e outros cuja retoma está muito longe do desejável, como é o caso da restauração.
A 1 de Julho entrou em vigor mais uma fase de desconfinamento, com a região minhota a passar para o estado de alerta.
No arranque desta nova fase de desconfinamento, o edil reconhece que no concelho de Braga a retoma segue a diferentes velocidades.

“Há sectores, como por exemplo a construção civil, que não só nunca esteve formalmente parada e que agora até está a ter uma aceleração ainda maior da actividade por força quer do aumento do investimento público quer do investimento privado”, começa por constatar, em declarações ao ‘Correio do Minho’.
Relativamente ao sector comercial, Ricardo Rio também constata que “as realidades são muito heterogéneas, no sentido de que há alguns espaços que já retomaram a actividade praticamente normal, mas há outros que, efectivamente, estão a demorar a reagir, como é o caso da restauração”. Os padrões de consumo alteraram-se e os consumidores parecem tardar em sentir novamente confiança para fazer refeições fora de casa. A restauração é, assim, dos sectores que mais tarda a reagir.

Relativamente ao sector industrial, Ricardo Rio refere ter indicação de que “muitas das grandes empresas de Braga estão a retomar os níveis normais de actividade” mas, alerta, “ainda com grandes incertezas sobre o futuro próximo”.
O autarca classifica como?“muito pesada” a factura destes três meses de pandemia, sobretudo no que se refere à perda de postos de trabalho.
Recorde-se que em Abril deste ano, já em consequência da crise causada pela pandemia da Covid-19, a taxa de desemprego no concelho de Braga era já superior em 13% à verificada no mesmo mês de 2019. O concelho já regrediu dois anos, com o desemprego a atingir níveis do ano de 2017.

Esta situação virá certamente também a ter consequência nas exportações, numa altura em que braga, oficialmente, tinha conquistado o porto de quarto concelho mais exportador.
O Município continua a acompanhar o evoluir da crise, sendo também certo que os cofres municipais serão dos mais afectados pela actual situação económica.
O edil refere que ainda não é possível determinar quanto é que esta crise vai custar à autarquia bracarense, entre benefícios os concedidos e as verbas que deixam de entrar na receita municipal, quer. “Será um impacto na ordem de milhões de euros, isso é certo”, refere Rio, realçando que “em termos de benefícios concedidos à actividade económica, esse apoio já superou o meio milhão de euros”.

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