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Ricardo Rio apreensivo com risco elevado de desemprego
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Ricardo Rio apreensivo com risco elevado de desemprego

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Ricardo Rio apreensivo com risco elevado de desemprego

Braga

2020-03-27 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Ricardo Rio olha com “preocupações acrescidas” o futuro de grandes empregadores como a Bosch e a Aptiv. Para os pequenos empresários promete pacote de medidas de sobrevivência no pós Covid-19.

No dia em que dois grandes empregadores industriais do concelho de Braga confirmaram a suspensão da laboração, o presidente da Câmara Municipal manifestou “apreensão” pelos impactos que a pandemia da Covid-19 terá no tecido produtivo do concelho, para além daqueles que já são visíveis nos sectores do comércio, serviços e hotelaria.
“A Bosch e a Aptiv são preocupações acrescidas”, declarou ontem Ricardo Rio, tendo em conta o volume de emprego que representam as duas multinacionais instaladas no concelho de Braga.
Os riscos de um aumento do desemprego no concelho “são elevados”, depois de aquelas duas empresas tecnológicas terem “levado ao limite a sua capacidade produtiva”, acrescenta.

Sendo certo que o desemprego é uma realidade certa no futuro imediato, o presidente da Câmara Municipal de Braga confia na “recuperação económica a prazo”, sendo que, para já, a resposta à crise que se começa a desenhar passa sobretudo por “medidas sociais”, sobretudo por medidas que sejam definidas pelas entidades públicas estatais, e por apoios à tesouraria que permitam a sobrevivência das empresas.
“O esforço que vai ser feito vai ter de ser partilhado por todos”, considera o autarca, reconhecendo a necessidade do “sacrifício de alguns direitos para salvaguarda dos postos de trabalho”.
Para sectores como o comércio retalhista ou a restauração, Ricardo Rio reconhece como insuficientes os apoios já aprovados pelo Governo, defendendo “medidas mais profundas” como “injecção de capital a fundo perdido e isenções fiscais”.

Até onde a Câmara Municipal de Braga pode ir neste apoio ao tecido empresarial? Ricardo Rio não alimenta grandes ilusões. Ontem, em directo na Rádio Antena Minho, avisou que “a Câmara não nada em dinheiro”, mas que está a concertar com a Associação Comercial de Braga, InvestBraga e embaixadores empresariais um pacote de medidas a implementar e outras a reclamar do Governo. “Antes dessa reflexão, não avançaremos com medidas de forma voluntarista”, afirmou, lembrando que o Município já desobrigou as empresas, sobretudo as de pequeno comércio e serviços, com a não renovação de licenças camarárias e com reduções das taxas de resíduos, água e saneamento.
“As medidas de maior ambição serão apresentadas na próxima semana com base num estudo mais ponderado”, sendo certo que a perspectiva de uma redução drástica das receitas, nomeadamente as provenientes de impostos municipais, e os gastos acrescidos nas áreas social e da saúde não dão grande folga à Câmara que tem mais de 80% do seu orçamento base comprometido com despesas de funcionamento e encargos financeiros.

S. João só volta a ser celebrado em 2021

O presidente da Câmara Municial não quer anunciar para já uma decisão, mas é quase certo que as festas de S. João não se irão realizar este ano. “Não acontecer é uma probabilidade elevada”, reconhece Ricardo Rio numa fase em que eventos públicos programados para o mês de Junho começam a ser cancelados um pouco por todo o país.
“A nossa primeira prioridade é o cumprimento das regras de isolamento social”, entende o autarca, adiantando que o Município não pode assumir agora encargos de contratação para eventos cujo risco de não realização é muito elevado.

“A nossa preocupação não é saber se os eventos vão ou não acontecer, mas garantir a salvaguarda das empresas e dos postos de trabalho e, a médio prazo, a recuperação económica”, declarou Ricardo Rio na entrevista que ontem concedeu à Rádio Antena Minho.
No início desta semana, a Câmara Municipal de Braga anunciou o cancelamento da Braga Romana, evento que estava calendarizado para os dias 20 a 24 de Maio. O S. João só voltará a ser festejado em 2021. “Não podemos celebrar o S. João em Outubro”, lamenta o presidente da Câmara.

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