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Alto Minho

2018-11-21 às 06h00

Isabel Vilhena

Feito o diagnóstico da região transfronteiriça que levou à criação da ‘Estratégia do Rio Minho Transfronteiriço 2030’, o documento vai agora ser ultimado no II Fórum do Rio Minho Transfronteiriço agendado para o próximo dia 29 de Novembro, no Auditório de Goián, em Tomiño, na Galiza.

Feito o diagnóstico da região transfronteiriça que levou à criação da ‘Estratégia do Rio Minho Transfronteiriço 2030’, o documento vai agora ser ultimado no II Fórum do Rio Minho Transfronteiriço agendado para o próximo dia 29 de Novembro, no Auditório de Goián, em Tomiño, na Galiza.
O programa deste fórum foi apresentado ontem, em Tui, pelo director do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho, Uxio Benítez, o vice-director e presidente da câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, e o director da Fundação Centro de Estudos Euro Regionais, Valerià Paül.
“Para a criação da ‘Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030’ foi necessário realizar um estudo profundo do território, desde o ponto de vista económico, social e político, no qual participarão os principais actores galego-portugueses de cada um destes sectores com um elevado grau de envolvimento de todos eles”, explicou o director do AECT Rio Minho, sublinhando que, desde finais de 2017, a elaboração desta estratégia “a uma só voz” era uma prioridade, sendo “um documento orientador que marcará as linhas de actuação da cooperação entre o sul da província de Pontevedra e o Norte de Portugal durante a próxima década”.
Uxio Benítez realçou o carácter inovador deste documento que representa uma visão partilhada do território, e no qual a cidadania teve a oportunidade de participar, debater e aportar os seus pontos de vista ao documento que ia sendo elaborado. Esta é uma estratégia feita desde a base”.
Após o sucesso de “participação pública”, no primeiro fórum, que teve lugar em Valença, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e vice-director da AECT Rio Minho, Fernando Nogueira, salientou que este segundo fórum “vai permitir aprimorar a estratégia, de forma a ficarmos munidos de um instrumento com orientação própria, mas também para apresentar os nossos interesses e reivindicações à União Europeia”.
Fernando Nogueira afirmou que “a cooperação transfronteiriça existe no plano teórico dos Governos de Portugal e Espanha” mas torna-se necessário e urgente passar à prática, realçando que “a elaboração deste documento ‘Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030’ vai permitir avançar nesse sentido, argumentando que “somos nós que melhor conhecemos este território transfronteiriço e temos a responsabilidade de definir uma estratégia adequada que sirva para colmatar as necessitadas sentidas”.
O vice-director da AECT Rio Minho vincou que o principal objectivo “é transformar estas duas regiões periféricas, numa única e central. Temos excelentes condições para sermos um território comum, quando naturalmente já o é, mas há que ultrapassar barreiras burocráticas sentidas na educação, na saúde, na gestão do rio Minho, entre outras. E só com uma actuação ‘supranacional’ é que podem ser superadas”.
Na mesma linha, o director da Fundação Centro de Estudos Euro Regionais salientou “o sucesso da participação dos cidadãos em todo o processo de elaboração da estratégia”, revelando que foi recolhida cerca de uma centena de propostas que integraram o ‘Plano de Acção do Rio Minho Transfronteiriço 2030”.
Valerià Paül sublinhou ainda “a importância do documento no momento de solicitar fundos europeus reside precisamente em saber primeiro o que queremos ser, e em que queremos investir”.
Sob a coordenação do AECT Rio Minho, uma equipa de especialistas de seis universidades do Norte de Portugal e Galiza lideraram este trabalho, após decorridos 10 encontros bilaterais entre concelhos galegos e câmaras municipais portuguesas, além de inúmeras reuniões de trabalho com a participação de diferentes governos locais.

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