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Rio reclama verbas da ‘bazuca’ para o BRT

Braga

2021-02-23 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Ricardo Rio reivindica verbas do Plano de Recuperação e Resiliência para o projecto do BRT em Braga, criticando o Governo por orientar a ‘bazuca’ europeia para investimentos nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

O presidente da Câmara de Braga criticou ontem o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), colocado pelo Governo em discussão pública, por privilegiar os investimentos nas duas grandes áreas metropolitanas do país, Lisboa e Porto, colocando o resto do país, nomeadamente a região minhota, em segundo plano.
A crítica foi feita no decorrer da reunião de Câmara, com Ricardo Rio a desafiar os vereadores do Partido Socialista a associarem-se à maioria da Coligação ‘Juntos por Braga’ na reivindicação da inclusão do projecto do Bus Rapid Transit (BRT) no PRR.
“O projecto de criação de uma rede de BRT teria todas as condições para ser implementado com financiamento par parte da chamada bazuca europeia, o PRR”, referiu Rio, afirmando que “esta seria uma excelente oportunidade para que o PS se associe à maioria e reivindique” a inclusão do BRT no PRR, permitindo assim a concretização de um “projecto estruturante” para compromisso da mobilidade sustentável.
Em resposta, o PS, pela voz de Artur Feio, reconheceu que o BRT é um projecto importante para o Município e solicitou ao edil que lhes sejam enviados os documentos que sustentam o projecto para que “enquanto estrutura partidária” os façam chegar “a quem de direito”.
“É a primeira vez que o senhor nos pede de forma aberta que tenhamos uma intervenção efectiva num determinado dossier e eu acho muitíssimo bem e é assim que deve resultar para o bem da cidade”, notou ainda Artur Feio.
Ao ‘Correio do Minho’, o presidente da Câmara referiu que a autarquia vai apresentar as suas reivindicações neste contexto de consulta pública do PRR, reclamando investimentos não só no capítulo da mobilidade sustentável, mas também noutras áreas como a habitação.
O projecto do BRT para Braga que teve como principal impulsionador o ex-administrador dos TUB Baptista da Costa. Em 2016, este apontava para que em 2025 o projecto do BRT estivesse totalmente operacional na cidade.
No projecto divulgado, o BRT era apresentado como “um sistema de transportes público de alto nível e qualidade que funcionará com veículos rodoviários de passageiros em canal dedicado, ao longo de 15 Km, com prioridade nos cruzamentos”.
“A inserção urbana em zonas mais delicadas, em particular no centro histórico, permitirá que o BRT conviva pontualmente com peões e trânsito banalizado. Os veículos BRT, esteticamente agradáveis, terão design moderno que o aproxima a um metro de superfície”, era ainda referido.
Em 2016, o custo de implementação do projecto na cidade apontava para os 135 milhões de euros, valor que incluía a regeneração urbana ao longo do seu traçado.

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