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Romaria de S. Bartolomeu do Mar onde as galinhas pretas “espantam o diabo”
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Romaria de S. Bartolomeu do Mar onde as galinhas pretas “espantam o diabo”

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Romaria de S. Bartolomeu do Mar onde as galinhas pretas “espantam o diabo”

Cávado

2019-08-25 às 10h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

A tradição do banho santo voltou a cumprir-se. Assim acontece, pelo menos há três séculos, na Romaria de S. Bartolomeu, em Esposende. Um ritual que se repete a 24 de Agosto e que serve para ‘afogar’ o medo, curar a gaguez, a gota ou a epilepsia.

As promessas são variadas e normalmente estão relacionadas com a gaguez, epilepsia ou para aquelas crianças que começam a falar tarde e a família pede a intercessão do santo.
António Neves já foi festeiro e, este ano, volta a integrar a comissão de Festas em honra de S. Bartolomeu do Mar, cabendo-lhe a tarefa de ‘guardião das galinhas pretas.
Ora, este tratamento de libertação dos males começa com o ritual da galinha preta que alguns trazem de casa, mas outros alugam o animal por dez euros. “Muitas pessoas trazem o frango de casa para a romaria e depois oferecem para ser leiloado no fim da procissão. Quem não tiver frangos em casa, vem aqui aluga um frango, por dez euros, dá três voltas à igreja de S. Bartolomeu e três voltas debaixo do andor do santo e deixa outra vez aqui o frango e promessa cumprida”, contou ao ‘Correio do Minho’ António Neves, acrescentando que, no final, as galinhas são oferecidas e colocadas num galinheiro ao lado da igreja para depois serem leiloadas e o montante conseguido reverte para as festas de S. Bartolomeu.
José Silva não perde uma romaria de S. Bartolomeu e todos os anos “sai mais leve” da festa que diz ser “abençoada”. “Tenho muita fé no S. Bartolomeu. Já vinha com o meu pai e continuo a tradição com os meus filhos com a galinha preta e o banho santo”.
Manda a tradição que antes de completar sete anos, as crianças com ‘medos’ devem, com os seus familiares, dar três voltas à capela do santo com a galinha preta debaixo do braço, passar três vezes por baixo do andor e, por fim, dar um mergulho no mar que deve ser sempre em número ímpar de três, cinco, sete ou nove. Por norma, três mergulhos são suficientes para cumprir o ritual de ‘purificação’ e expurgação dos males.

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