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Casos do Dia

2010-03-02 às 06h00

Luís Fernandes Luís Fernandes

Um estudante ia a atravessar uma passadeira para seguir para a Escola Carlos Amarante quando foi assaltado por dois indivíduos. Um polícia que os conhecia pelas piores razões, conseguiu apanhar um deles. O outro fugiu. O apanhado foi ontem julgado na Vara Mista.

Ao princípio da tarde do dia 3 de Setembro do ano passado, um estudante de 17 anos atravessava a passadeira da Avenida 31 de Janeiro com o Largo da Senhora-a-Branca para ir para a Escola Carlos Amarante quando foi abordado por dois indivíduos. Ficou sem os seus 5 euros. Um polícia que conhecia os assaltantes e se pôs em alerta, conseguiu ainda agarrar um deles quando iniciaram a fuga. O que foi apanhado, para azar dele, estava em liberdade condicional!

Daí que o Ministério Público tivesse pedido a condenação deste também por reincidência.
Quanto ao outro arguido — o que fugiu — ainda se está à espera que ele dê sinais da sua existência onde ele estiver escondido das autoridades.

No momento em que foi abordado, um dos arguidos disse-lhe que “era melhor pedir que roubar”, pelo que o estudante — disse-o ontem em audiência de julgamento colectivo na Vara Mista — concluiu que os dois estavam dispostos a tirar-lhe o dinheiro.
Informou-os então que tinha cinco euros, mas já não se lembra quem lhe arrancou a nota.

Sacudir água do capote

O arguido preso disse ao colectivo presidido pelo juiz João Coelho que foi o outro assaltante que ficou com o dinheiro, mas esta versão foi nesta sessão contrariada pelo agente da PSP que o capturou.
O Ministério Público acusa os dois indivíduos — N. André, de 27 anos e F. Manuel, de 24 anos — da prática, em co-autoria, de um crime de roubo, com a circunstância agravante da reincidência que referimos.

Sobre os factos de que ambos são acusados, o Ministério Público, representado pelo procurador Américo Simões, sublinha que, no momento em que pediram um euro ao estudante ofendido o fizeram em tom ameaçador. Se não lhes desse o euro ele iria ser revistado. E quem arrancou a nota dos cinco euros ao estudante foi o arguido N. André.

A perseguição movida pelo agente José Macedo aos dois assaltantes permitiu apenas capturar o N. André e este tinha consigo uma nota de 5 euros.
O N. André, em resposta à acusação, disse que a iniciativa de abordar o estudante foi do arguido F. Manuel, num momento em que este estava a ressacar.

E que foi o mesmo arguido preso quem propôs ao estudante trocar os cinco euros, já que tinha no bolso quatro euros em moedas dos cerca de dez euros em seu poder destinados a comprar um telemóvel de forma a ser contactável pela agência de publicidade que acabara de o admitir ao seu serviço. “O F. Manuel pôs-se em fuga. Eu não fugi. Se tivesse roubado em fugia” — argumento o N. André, defendendo-se da acusação.

O agente José Macedo referiu também que na altura dos factos ia com um colega proceder a filmagens sobre uma denúncia apontando a existência de uma alegada plantação de cannabis naquela área da cidade.
N. André é defendido pela advogada Sara Félix; a defesa do ausente F. Manuel está confiada ao advogado Ricardo Malheiro.

Familiares e um amigo do arguido N. André testemunharam em sua defesa. Nas alegações, Sara Félix referiu ter havido contradições no depoimento do agente da PSP. Pediu justiça, perante alunos da Escola Alberto Sampaio.

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