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Rúben Amorim: “Quero passar-lhes a fome de ganhar”

Desporto

2020-01-09 às 07h30

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

Rúben Amorim deu conta das ideias que quer implementar no ‘seu’ SC Braga. Criação de uma identidade, na qual seja visível a personalidade do próprio técnico, é um dos objectivos. Notícias acerca do nível de treinador, garante, não o afectam.

É, de facto, uma nova era aquela que Rúben Amorim está a tentar implementar em Braga. Numa entrevista ao canal oficial do clube, Amorim dissecou um pouco daquilo que é a sua forma de estar no futebol, dos objectivos que tem para os arsenalistas e até disse, em jeito de aviso, que quer ficar muitos anos no SC Braga. O início da conversa não poderia ser mais elucidativo da forma como pensa Rúben Amorim o futebol dos Guerreiros do Minho. “A ideia é que tu consigas compreender o que o Braga vai fazer mas que não seja fácil de parar. Tu podes ou não gostar da ideia do Braga, mas sabes que existe uma ideia e isso para mim é o principal”, referiu.
Passar para a equipa um pouco daquilo que é a personalidade do jovem treinador é, também, uma das premissas do trabalho de Amorim, que quer jogadores com mentalidade vencedora.
“Quem vem para o Braga tem de saber que vai ter iniciativa. Sabe que vai jogar numa equipa grande. Eu tenho de ganhar para a semana e na semana a seguir. Isso é criar a tal identidade de cube grande. Eu acho que os jogadores têm de saber que se num clube grande não ganham é um problema. Eu quero transportar isso para a equipa, essa fome de ser melhor a cada dia e a cada jogo”, frisou, acrescentando que o SC Braga não pode estar apenas refém da qualidade dos jogadores, sendo também imprescindível que eles estejam organizados e consistentes em campo.
“O que eu quero fazer é dar-lhes uma identidade e uma organização. Uma forma de estar em campo. Caso contrário continuamos a depender apenas da qualidade deles. Temos de ser consistentes ao ponto de sabermos estar no campo e, depois, os últimos 10% pertencem ao jogador”, disse.
A goleada ao Belenenses SAD deixou água na boca, mas Amorim não quer embandeirar em arco e assumiu que tudo resulta dos jogadores que tem à disposição. “Não foi uma surpresa. São jogadores inteligentes, o Braga tem um plantel de qualidade. Talvez um pouco desequilibrado em função da ideia que eu tenho, que é diferente de quem cá estava antes. Isso é normal porque o plantel foi pensado para um treinador e entretanto chegou outro, mas há muita qualidade”, atestou, revelando ainda qual é a sua forma de estar enquanto treinador. “Acho que é possível liderar um equipa sem estar sempre carrancudo e aos gritos. Isso não funciona com esta nova geração de jogadores”.
Uma das polémicas do momento é o facto de Amorim não ter o nível exigido pela Liga, mas o técnico assumiu fintar o assunto, porque tem gente capaz a trabalhar com ele, que o ajuda em cada momento.
“A escolha que eu fiz enquanto treinador foi afastar-me das notícias porque temos um departamento que trata disso e o meu foco é apenas no jogo e no treino, nos meus jogadores. A minha ansiedade cresce com aquilo que eu não posso controlar. E psicologicamente até pedi ajuda - não tenho problemas em dizê-lo - para conseguir viver com isto. Decidi não ter acesso a essa informação. Controlo o treino… o jogo não controlo tanto mas controlo a forma como o vamos encarar e controlo o dia a dia dos jogadores. É importante criar relações porque mais do que os jogadores dependerem do treinador, sou eu que dependo deles”, revelou.
A formação também foi tema de conversa.... “Até aos sub-17 temos um conhecimento dos jogadores e daquilo que pode acontecer. Tenho confiança no meu trabalho, por isso penso a longo-prazo e penso que vou ficar aqui muitos anos. Mais do que usar os jogadores temos de criar essa necessidade. E tendo dois jogadores por posição, se faltar um, obrigatoriamente tenho de ir à equipa B”, disse, assumindo que “nós vamos ser criticados, há muita gente que não vai gostar. Há muita gente programada para não gostar”.

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