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S. Geraldo une oposição contra maioria

Braga

2016-03-15 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

A maioria no executivo municipal de Braga rejeitou ontem a proposta, submetida, em conjunto, pelos vereadores do PS e da CDU, que pedia, entre outros pontos, a suspensão imediata de qualquer operação urbanística relacionada com o antigo cinema S. Geraldo. O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rio, explicou que a rejeição da proposta, em sede de reunião camarária, assenta no princípio de que só o proprietário - a arquidiocese de Braga - pode suspender o processo, estudar outras soluções ou mesmo lançar o debate, que eram outros dos pontos da proposta.

A maioria no executivo municipal de Braga rejeitou ontem a proposta, submetida, em conjunto, pelos vereadores do PS e da CDU, que pedia, entre outros pontos, a suspensão imediata de qualquer operação urbanística relacionada com o antigo cinema S. Geraldo.
O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rio, explicou que a rejeição da proposta, em sede de reunião camarária, assenta no princípio de que só o proprietário - a arquidiocese de Braga - pode suspender o processo, estudar outras soluções ou mesmo lançar o debate, que eram outros dos pontos da proposta.

Pela primeira vez, e dando voz a quem tem assumido a defesa do S. Geraldo, os vereadores do PS e da CDU apresentaram uma proposta conjunta e uniram-se também nas críticas a Ricardo Rio que assumiu que aquele edifício não está nas prioridades da Câmara.
A vereadora socialista, Liliana Pereira, que ontem foi a porta-voz do partido, acusou Ricardo Rio de “mudar muito de atitude depois de vestir o papel de presidente da Câmara” em matéria de defesa do património.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, também manifestou a “profunda desilusão que agora se acentua em relação à política cultural e patrimonial”.
Ao não reconhecer valor patrimonial ao S. Geraldo, o município está a “desprezar uma parte social e da memória colectiva dos bracarenses” denuncia Carlos Almeida, para quem o edifício poderia cumprir uma função alternativa como espaço cultural multiusos.

O facto do edifício ser de propriedade privada também não colhe junto da oposição. Liliana Pereira apontou várias situações de proactividade do executivo municipal, no concelho e fora dele, sem ter que adquirir o(s) edifício(s) em causa.

Carlos Almeida fala mesmo de “dualidade de critérios” já que houve conversações e negociação com o proprietário do uso futuro no que se refere a parte do edifício 'Pé alado' para acolher a sede da Junta da União de Freguesias de S. João do Souto e S. José de S. Lázaro.

Voto positivo mereceu, por parte do vereador comunista, o debate gerado na reunião de ontem do executivo municipal, considerando, mesmo, que “foi o ponto que mais debate proporcionou desde a entrada em função do actual executivo” e que “mostra o caminho que ainda há a percorrer na discussão do edifício do S. Geraldo”.

O presidente da Câmara assume que “não faria sentido algum a câmara desperdiçar recursos envolvendo-se na concretização de projectos que cumprem a outra missão que o executivo se propôs: a regeneração urbana” argumentando que “por toda a cidade há diversos imóveis e activos com valor patrimonial que carecem de uma intervenção e que poderão carecer do envolvimento do município”.

Ricardo Rio esclarece também que o uso proposto para o edifício do S. Geraldo vem na linha de outros projectos que já foram aprovados, e nunca contestados, por anteriores executivos do PS, e que só não se concretizaram por falta de pareceres favoráveis vinculativos.

“Durante vinte anos, a cidade como que se acomodou com o encerramento deste equipamento e esperou que a arquidiocese encontrasse parceiros e soluções” afirmou ontem o edil para quem o projecto cumpre objectivos não só de regeneração do edificado, mas de reactivação económica daquela zona da cidade. Ricardo Rio desafia cidadãos e também os partidos políticos a “canalizar as energias e o debate” para resolver “o cancro daquela praça que é o centro comercial Santa Cruz” e que considera ser o alvo do “esforço mais prioritário”.

Contrato-promessa para arrendar sede para a Junta não convence oposição

O executivo municipal aprovou ontem, com os votos contra do PS e da CDU, o contrato-promessa de arrendamento para a futura sede da Junta da União de Freguesias de S. Lázaro e S. João do Souto a instalar no edifício ‘Pé Alado’.
O contrato-promessa prevê o arrendamento, por dez anos, de uma fracção com uma renda mensal média de seis mil euros, com opção de compra.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, revelou que o contrato-promessa não constava na documentação da reunião de câmara e que foi enviado a posteriori, evidenciando que “foi feito à pressa”. O PS, pela voz de Liliana Pereira, discorda da “urgência desta votação” e apesar de reconhecer que a Junta necessita de uma sede digna, “de preferência própria e não arrendada”, considera “despropositada a ordem de valores”.

O presidente da Câmara, Ricardo Rio, dá nota que “o projecto do edifício Pé Alado será integrado no esforço de reabilitação do S. Geraldo, com prolongamento da fachada” sendo que o interior foi articulado com a Junta de freguesia. Ricardo Rio justificou que a possibilidade de instalação no ‘Pé Alado’ foi apontada pela própria junta, depois de ter esgotado várias outras soluções.

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