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“SC Braga é o segundo clube em Portugal”
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“SC Braga é o segundo clube em Portugal”

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“SC Braga é o segundo clube em Portugal”

Desporto

2020-04-03 às 06h00

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

Hugo Vieira, director-executivo da formação dos Guerreiros, reconhece ultrapassagem a FC Porto e Sporting nesta área. Melhor, só o Benfica.

Foi sem rodeios e absoluta frontalidade que Hugo Vieira, de 43 anos, ex-jogador dos arsenalistas com passagens ainda por Sporting, V. Setúbal, Beira-Mar e Sampdoria, hoje responsável pela formação do SC Braga, afirmou que os Guerreiros, fruto dos recursos que têm hoje à disposição, são o segundo melhor clube em Portugal em termos de formação, já à frente de FC Porto e Sporting, estando apenas atrás do Benfica.
“Com toda a honestidade e porque conheço todas as outras realidades, nacionais e algumas internacionais, por tudo o que o SC Braga tem feito, pelo que tem à disposição enquanto recursos humanos, na minha visão objectiva e realista, o SC Braga neste momento é o segundo clube em Portugal, em termos de formação”, atestou, sem deixar de fundamentar aquilo que para si é uma convicção.

“Basta ver o que têm sido as convocatórias das selecções jovens, onde o SC Braga tem atletas constantemente integrados: nos sub-15, Guilherme, Vasconcelos e Dinis; nos sub-16, temos o Falé e o Madureira; nos sub-17, temos o André Gomes, André Ferreira e o Rodrigo Gomes; nos sub-18 temos o Berna, o Buta, o Zé Pedro; nos sub-19, o Schurrle, o Bruno, o Vasco… Isto são claramente dados significativos que nos dizem muito”, frisou, apontando para o desenvolvimento da área do scouting como um dos segredos.

“Há uns anos isto não acontecia, apesar de já existirem atletas de muita qualidade. Quando entrei, por exemplo, o Trincão e o Pedro Neto já cá estavam. Agora temos outros que ainda não estão prontos mas estão a preparar-se para poderem ocupar o seu lugar na equipa principal. É inequívoca a qualidade dos atletas que vamos tendo dentro de portas. Temos investido no scouting e aqueles miúdos que vamos buscar é porque acreditamos efectivamente neles. Às vezes erramos, é normal. Mas não os vamos buscar apenas porque sim ou para secar tudo à volta”, apontou, reconhecendo que o momento que vivemos pode beneficiar a aposta na formação de outros clubes.

“Temos de acatar a decisão”

É uma questão de saúde pública e, por isso, nada poderá sobrepor-se, nem mesmo a imensa vontade de voltar aos relvados. Essa é a visão de Hugo Vieira da medida adoptada pelo órgão federativo de dar os campeonatos jovens por terminados, em função das perdas provocadas pela pandemia Covid-19.
“A nossa vontade era que isso não tivesse acontecido, mas temos de ser realistas e perante o momento complicado que vivemos, temos de acatar a decisão da Federação. Estamos a falar de miúdos, que todos eles andam em escolas. Muitos dos nossos atletas andam em escolas de Braga, mas não são de Braga e isso envolve transportes e uma série de aspectos logísticos. Dado este panorama, acredito que tenha sido mais sensato por parte da Federação terminar os campeonatos”, reconheceu o director-executivo da formação arsenalista, garantindo, ainda assim, que tudo está a ser idealizado para que o regresso, quando for possível, seja feito normalmente.
“A nossa estrutura é organizada e temos vários departamentos à disposição dos atletas e dos seus encarregados de educação e fazemos questão de os seguir diariamente. Obviamente que é mais fácil nos escalões mais altos (sub-19, sub-17…) até pelas ferramentas digitais e conseguimos fazer um treino em que os conseguimos ter debaixo de olho. Uma das nossas preocupações é fazer com que eles percam o mínimo possível daqui até ao reatar dos treinos. Havendo a possibilidade de voltarmos, e sem nunca pormos em causa a saúde de quem quer que seja, a estrutura está preparada para isso.”

Esta paragem não está a ser fácil para ninguém para ninguém, mas os jovens, até pelas expectativas que criam em relação ao futuro, poderão estar a sofrer um pouco mais. A estrutura está atenta a esse dado.
“Não é fácil os miúdos estarem fechados em casa, mas temos o nosso departamento que trata da optimização desportiva e da parte física, que lhes vai dando exercícios e jogos para que eles possam ocupar parte do seu dia, porque outra parte será ocupada com a parte académica. Depois temos também o gabinete de psicologia que está constantemente em contacto com os atletas. Temos um psicólogo afecto a cada um destes escalões maiores e mesmo para os mais pequenos passamos algumas informações aos pais para que consigam fazer deste período uma fase menos difícil”, concluiu.

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