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SC Melgacense: O regresso de um histórico

Desporto

2020-10-26 às 06h00

Fábio Moreira Fábio Moreira

Fundado a 1957, o SC Melgacense é um dos mais conceituados clubes da AF Viana do Castelo e, este ano, assinala o seu 63.º aniversário com o regresso ao principal escalão do futebol distrital do Alto Minho, depois de quatro épocas na II Divisão.

Fundado a 25 de Outubro de 1957, o SC Melgacense é bem capaz de ser o clube que mais emoções viveu na última década. Há precisamente dez anos atrás, a década começava em festa para as pessoas de Melgaço, pois o SC Melgacense tinha acabado de conquistar a antiga Divisão de Honra da AF Viana, garantindo assim a subida à antiga III Divisão Nacional. Nesse escalão, a equipa que joga no tão conhecido Centro de Estágios de Melgaço militou durante três épocas, sendo que 2012/2013 foi o ano em que o SC Melgacense não resistiu à luta e regressou aos campeonatos distritais da AF Viana.

Visto como um dos favoritos, o SC Melgacense nunca conseguiu consagrar esse estatuto. Depois de, em 2013/2014, terminar apenas com dois pontos de vantagem sobre a zona de descida, 2014/2015 foi um ano negro para Melgaço. O clube voltou a não resistir à concorrência e terminou no último lugar da I Divisão AF Viana.

Sem nada mais a perder, o SC Melgacense começou a tentar o seu regresso ao principal escalão do futebol distrital de Viana do Castelo. Depois de quatro classificações aquém das expectatitivas (7.º lugar, em 2015/2016, 4.º em 2016/2017, 12.º em 2017/2018 e 9.º em 2018/2019), o SC Melgacense conseguiu consagrar o seu regresso à I Divisão AF Viana no ano mais atípico da história recente. Em 2019/2020, o clube terminou a prova em 2.º lugar a dois pontos do líder.

Continuar a caminhar entre os grandes é meta em Melgaço

Abel Pereira, 46 anos, chegou ao clube em 2009 para assumir o cargo de director de marketing do SC Melgacense. Quatro anos mais tarde, integrou a comissão de gestão do clube juntamente com Fernando Alves, António José Alves e Paulo Azevedo. Em 2018, os seus colegas insistiram para que este encabeçasse a direcção do clube e Abel Pereira assumiu as rédeas do SC Melgacense.

Correio do Minho (CM) - O SC Melgacense foi um clube que viveu muitas emoções na última década. Como foi viver todas essas emoções?
Abel Pereira (AP) - Embora tenha havido momentos de felicidade, nomeadamente campeões da Divisão de Honra da AF de Viana do Castelo e subida aos nacionais, o sentimento predominante tem sido de desamparo. Desde que o clube começou a mergulhar em dificuldades financeiras fruto de uma gestão catastrófica da direção anterior a 2009, o clube foi ficando órfão de directores. Para ilustrar esta triste realidade, entre 2013 a 2018 estivemos em comissão de gestão. Esse foi o período mais negro da longa história do clube. Felizmente o pior já passou. Não tem sido fácil, mas a principal tarefa, evitar a extinção do clube, foi cumprida contra prognóstico. Ficamos agora com o sentimento de dever cumprido para com o emblema e também para com a comunidade.

CM - Quais foram os principais motivos por detrás da queda do SCM da III Divisão Nacional para a II Divisão AF Viana num tão curto período?
RM - A queda da III Divisão nacional para a II Divisão da AFVC deveu-se ao reajuste na gestão. O foco passou a ser a salvação do clube e a recuperação financeira, em detrimento dos objectivos desportivos. Já que mencionou as participações nos nacionais, aproveito a oportunidade para desmistificar a ideia de que grave crise financeira que assolou este emblema deveu-se a essas participações. Mais de 80% do passivo do clube que originou a crise, foi contraído pela liderança da direcção anterior a 2009, ou seja antes da época de subida aos nacionais.

CM - Sente que os melgacenses ficaram magoados com essa queda?
RM - Não tenho sentido que estes tenham ficado magoados. O que nos chamou à atenção foi o distanciamento das pessoas em relação à vida do clube, antes, durante e após a crise. Este comportamento que tende a perpetuar-se dificulta muito o trabalho daqueles(as) que diária e voluntariamente dão o seu contributo a uma das maiores instituições deste concelho.

CM - O regresso do Melgacense à I Divisão AF Viana era algo muito ansiado pelos simpatizantes do clube?
RM - Os sócios ambicionavam um regresso àquele que é o seu lugar (I Divisão da AFVC). Digo até que a própria competição beneficia largamente com a sua presença. Temos excelentes condições para receber os nossos adversários, nas quais é possível proporcionar bons jogos de futebol, o que é importante para a promoção do futebol de Viana do Castelo.

CM - Quais são os objectivos do Melgacense para este ano de regresso ao principal escalão do futebol distrital de Viana do Castelo?
RM - O primeiro objectivo é a manutenção. Também esperamos a retoma das competições dos escalões de formação. Considero que estamos a retirar o direito e acesso ao desporto de competição e a comportamentos de vida saudáveis aos nossos jovens. Não querendo parecer insensível ao actual estado de pandemia, o futuro está nos jovens e é neles que devemos pensar em primeiro lugar.

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