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SemiBreve faz de Braga “centro criativo e de inspiração” da música electrónica
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SemiBreve faz de Braga “centro criativo e de inspiração” da música electrónica

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SemiBreve faz de Braga “centro criativo e de inspiração” da música electrónica

Braga

2020-10-19 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

O Festival SemiBreve é visto por muitos artistas como espaço de “inspiração” para a criação de novos conteúdos e experiências da música electrónica e arte digital. A organização diz que o evento catapultou Braga no mundo das Media Arts.

Dez anos depois da primeira edição e de ter colocado Braga nas ‘bocas do mundo’ na área da música experimental, o SemiBreve - Festival de Música Electrónica e Arte Digital afirma-se como um dos eventos de referência nacional e internacional. E, apesar de a celebração deste 10.º aniversário não ser a que estava desenhada, o festival dá a volta à pandemia Covid-19 e assume-se no formato digital.
O SemiBreve transformou a cidade de Braga num dos maiores centros de música electrónica da Europa, trazendo-lhe prestígio e tornando-a num palco de apresentação para muitos artistas de renome da área, quer nacionais, quer internacionais e são muitos os que nos últimos anos têm passado pelo palco do festival.

É por todos estes motivos que a organização do evento, a cargo da cooperativa AUAUFEIOMAU, com a direcção artística de Luís Fernandes e com o apoio da Câmara Municipal de Braga, traça “um balanço muito positivo” desta aventura musical, que hoje está “perfeitamente enraizado na agenda cultural e criativa da cidade, mas também em termos nacionais e internacionais”.
“Quando iniciámos esta aventura de fazer em Braga um evento desta natureza sabíamos os risco que corríamos, tratando-se de um evento que não é propriamente um evento de massas e que podia facilmente cair no esquecimento e não ser apoiado devidamente, mas não foi isso que aconteceu. Ao longo dos dez anos fomos tendo sempre o apoio quase ‘militante’ quer do Município de Braga, quer de muitos parceiros desde a imprensa a parceiros locais, e fomos fazendo nome do festival à medida que se foi desenvolvendo”, recorda o músico Miguel Pedro, da AUAUFEIOMAU, fazendo questão de agradecer aos vários parceiros que têm ajudado à realização do festival, desde Município de Braga, Edigma, Goete Institut, Bureau du Québec, Caetano Auto e Direcção Regional de Cultura-Norte

“O Festival SemiBreve deixa uma marca tão forte que é uma inspiração para que mais pessoas possam criar”, assinala Luís Fernandes. Para o director artístico do SemiBreve, o surgimento do SemiBreve em 2011 “deu origem a uma série de acções e políticas culturais que provavelmente não teriam acontecido sem este festival. Uma delas foi a orientação programática do próprio GNRation, que não sendo totalmente dedicado à música electrónica e à arte digital, é alicerçado na relação entre arte e tecnologia e tem sido um grande apoio a esta área da produção musical”.
Luís Fernandes não tem dúvidas que o Festival SemiBreve potenciou fortemente a produção artística em Braga e que é incomparável o que se fazia em 2011 e o que se faz na actualidade. “Hoje já há muita gente a explorar esta área, nomeadamente através do evento OCUPA - que é uma mostra de música electrónica e arte digital - o que, a meu ver, evidencia a muita actividade artística que existe neste momento”.

“Foi o evento-âncora da Cidade Criativa da UNESCO”

“O Festival SemiBreve foi a iniciativa que teve maior ‘peso’ na atribuição à cidade de Braga do título de Cidade Criativa da UNESCO no domínio das Media Arts em 2017”.
Luís Fernandes, director artístico do Festival SemiBreve, tal como os restantes elementos da organização e fundação do evento, não tem dúvidas quanto à relevância que o festival adquiriu, projectando a imagem de Braga enquanto cidade moderna, criativa e artística. “O SemiBreve foi o evento-âncora para suportar a candidatura de Braga a Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts”, frisou o responsável, sublinhando que o ‘título’ posiciona Braga numa rede de 246 cidades que colocam a criatividade no centro do seu desenvolvimento social, cultural e económico.
Tiago Gomes Sequeira, outro dos elementos da organização do festival, destaca a importância do evento. “A candidatura não teria o mesmo valor se não existisse um evento como um festival desta natureza, com vista à melhoria e potenciação da produção artística na área da música electrónica e da arte digital”. “Este é um festival de nicho com um conjunto enorme de seguidores, o que nos é demonstrado até pela afluência de público que temos tido, em que entre 40 a 50% vem da Inglaterra, Espanha, Austrália e Alemanha”.

Festival decorre online mas dá palco ao Mosteiro de Tibães

O cartaz “pomposo” com que seria celebrada a 10.ª edição do Festival SemiBreve teve que ser repensado de raiz para o formato online, mas o novo programa promete mostrar o que de melhor se está a fazer na área da música electrónica e da arte digital. Fãs e artistas são convidados a acompanhar tudo através do site oficial do evento - www.festivalsemibreve.com - e a tirar partido de experiências artístico-tecnológicas e das conversas no Mosteiro de Tibães.
A reprogramação do evento fez-se a partir da ideia de “confinamento” do músico Rafael Vale, elemento da organização do Festival SemiBreve. “Pensámos num programa alternativo, que explora a noção de reclusão. Há um ou outro artista que vem cá participar no evento, mas que virá fazer outra coisa completamente diferente do que inicialmente estava previsto”, disse, indicando que esta será uma edição “sem espectáculos”, mas que trará muitas novidades.

“A melhor coisa que podemos fazer pelos artistas não é adiar tudo, mas, sim, criar condições para eles trabalharem, ajustando o seu trabalho ao contexto pandémico que vivemos”, asseverou o músico, convidando o público a seguir esta edição online e anti-Covid 19.
A partir do site do festival o público vai ter acesso gratuito a toda a programação, que será exibida segundo os ‘timings’ do evento, que decorre nos próximos dias 24 e 25 de Outubro.
O site do SemiBreve mostra tudo: as obras sonoras especialmente encomendadas para a ocasião; mesas redondas que debaterão a música, a arte sonora e os dias que vivemos; instalações audiovisuais; performances filmadas e as residências artísticas.
Tal como um festival habitual, os concertos desta 10.ª edição do Festival SemiBreve, que foram previamente gravados no Mosteiro de Tibães, só acontecem no dia e hora marcados.

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