Correio do Minho

Braga, sábado

- +
Sernancelhe: Pais contestam notas dadas 'à sorte' aos filhos
Gala do Desporto da Póvoa de Lanhoso enalteceu mérito e excelência dos atletas

Sernancelhe: Pais contestam notas dadas 'à sorte' aos filhos

Hoje temos máquinas que aprendem

Ensino

2010-04-05 às 18h58

Lusa Lusa

Pais de alunos de Sernancelhe vão contestar as notas atribuídas aos filhos no segundo período na disciplina de Ciências Naturais, alegando que foram dadas 'à sorte', sem terem sido cumpridos os critérios de avaliação.

Pais de alunos de Sernancelhe vão contestar as notas atribuídas aos filhos no segundo período na disciplina de Ciências Naturais, alegando que foram dadas 'à sorte', sem terem sido cumpridos os critérios de avaliação.

'A partir de hoje, os pais vão reclamar individualmente das notas dos filhos', disse à agência Lusa João Aguiar, da Associação de Pais de Sernancelhe, explicando que querem que seja dada a nota máxima a todos.

Em causa estão as notas atribuídas a metade dos alunos do terceiro ciclo do agrupamento de escolas de Sernancelhe (de quatro das oito turmas existentes do 7º, 8º e 9º anos), que no primeiro e no segundo período tiveram um 'número muito reduzido de aulas' de Ciências Naturais, devido às 'baixas sistemáticas' da professora.

'No primeiro período, só tiveram oito aulas, quando estavam previstas 26. No segundo período foi sensivelmente a mesma coisa', contou.

Segundo João Aguiar, no primeiro período os alunos não foram avaliados, mas no segundo tiveram 'notas de três ou de quatro, atribuídas tipo totoloto'.

'Como é que os podem avaliar se não foram cumpridos os critérios de avaliação?', questionou, acrescentando que os alunos 'apenas fizeram um mini teste' no segundo período e que, atendendo às ausências da professora, não houve possibilidade de avaliação contínua.

Na semana passada, os pais pediram esclarecimentos aos responsáveis do agrupamento sobre os critérios que pesaram na avaliação mas dizem que, até hoje, não receberam explicações.

A associação de pais considera que os alunos não podem ser mais prejudicados do que já foram ao serem privados das aulas.

'O agrupamento deveria ter substituído a professora. No primeiro período foi dito aos pais que o problema seria resolvido no segundo período, mas afinal não foi. Agora dizem que vão abrir concurso para um novo professor, mas mesmo que venha, já nunca vai conseguir compensar no terceiro período o que perderam', lamentou João Aguiar.

Na sua opinião, o problema é ainda mais grave no caso da turma do nono ano, devido à mudança de ciclo escolar e de escola.

'Das três turmas do nono ano, duas tiveram professor, aulas e foram devidamente avaliadas. Mas há uma que não e que vai ficar sem bases para o próximo ano', acrescentou.

A Lusa tentou, sem sucesso, obter um comentário dos responsáveis do agrupamento de escolas de Sernancelhe.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.