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Sobrevivência do mundo rural exige melhor gestão dos recursos naturais
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Sobrevivência do mundo rural exige melhor gestão dos recursos naturais

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Sobrevivência do mundo rural exige melhor gestão dos recursos naturais

Alto Minho

2021-03-07 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Futuro do mundo rural, à luz do novo quadro financeiro da União Europeia, esteve em debate por iniciativa do CIED Minho e Associação Ilumiano. Produção e sustentabilidade ambiental terão de andar a par.

A eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais confia que a nova Política Agrícola Comum (PAC) “vai continuar a ser essencial para a subsistência dos agricultores, com uma melhor gestão dos recursos naturais”. Na videoconferência ‘O Meio Rural na Liderança da Transição Ecológica Europeia no Minho’, promovida pelo Centro de Informação Europe Direct Minho do IPCA e Associação Ilumiano, a eurodeputada socialista alertou que, tendo em conta “a degradação da biodiversidade, temos de transitar para novos paradigmas de produção e de consumo, salientando a estratégia europeia denominada ‘Do prado ao prato’, a qual não deve ser apenas focada na produção agrícola, mas também nas cadeias de produção e nas escolhas dos consumidores.

No debate que tentou perspectivar o futuro do sector primário com o novo Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 e o Fundo de Recuperação Europeu, Isabel Valin, docente da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, apontou oportunidades e constrangimentos do meio rural minhoto.
“O sector agrícola é competitivo, mas temos de apontar alguns constrangimentos”, afirmou aquela especialista, apontando o envelhecimento e o baixo nível de escolaridade dos agricultores, a par da fraca dimensão das explorações.
Do lado das oportunidades, registou as cadeias curtas de comercialização, a inovação tecnológica e a qualificação dos recursos humanos.

Segundo Isabel Valin, “a transição ecológica não significa diminuição de produção”, defendendo que “não podemos castrar o sector primário”, antes deve-se investir no “aumento da sustentabilidade e rentabilidade dos sistemas”.
Francisco Calheiros, presidente da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Lima (ADRIL), outro dos convidados da videoconferência de ontem, abordou o papel desta entidade no desenvolvimento desta região a partir do contributo dos fundos comunitários.

“A ADRIL teve um papel único e irrepetível”, considerou Francisco Calheiros, salientando o contributo do Programa Leader, que a associação geriu no Vale do Lima, promovendo a cooperação entre privados e entidades públicas.
O presidente da ADRIL lamentou, no entanto, “um desvirtuamento” daquela iniciativa europeia, passando as associações de desenvolvimento rural a serem “meras executoras dos ministérios da Agricultura e da Coesão Territorial”. Francisco Calheiros evidenciou, por outro lado, que “a burocracia continua agarrada a projectos de desenvolvimento local de cinco a vinte mil euros”.?Com isso, “muitos promotores desistem”, alertou.

Três décadas do programa Leader assinaladas no Vale do Lima

A Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Lima (ADRIL) vai assinalar, em Outubro, em Ponte da Lima, o 30.º aniversário de criação do Programa Leader.
O presidente da ADRIL, Francisco Calheiros, revelou ontem que é intenção trazer a Portugal Franz Fischler, o austríaco que era Comissário Europeu da Agricultura na altura em que foi criada esta iniciativa comunitária de desenvolvimento rural que tem como principais objectivos a promoção de iniciativas integradas, concebidas e postas em prática à escala local.

Os ex-ministros da Agricultura e ex-eurodeputados Arlindo Cunha e Capoulas Santos são outros dois convidados que a ADRIL e a Federação Minha Terra pretendem também trazer a Ponte de Lima para fazer o balanço das várias gerações de programa LEADER no desenvolvimento dos territórios rurais, nomeadamente através da criação e desenvolvimento de parcerias locais, promovendo um trabalho integrado e em rede.
Segundo Francisco Calheiros, apesar de alguns constrangimentos actuais, “o programa Leader é exemplo acabado do que deve ser feito a nível do desenvolvimento local, numa lógica de baixo para cima”.

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