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‘Sussurro da Minha Alma’ é a primeira obra de Fátima Ribeiro
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‘Sussurro da Minha Alma’ é a  primeira obra de Fátima Ribeiro

Braga

2020-02-19 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

É na poesia que molha quase sempre na rima que a assistente operacional Fátima Ribeiro se sente verdadeiramente feliz. ‘Sussuro da Minha Alma’ deixa o Facebook e passa a obra publicada.

Não foi um desejo de ano novo, mas materializou-se num livro de poesia que intitulou de ‘Sussurro da Minha Alma’. Aos 55 anos, Fátima Ribeiro, assistente operacional da Escola Secundária de Maximinos, Braga, concretiza a sua paixão pela poesia numa obra que nunca imaginou passar das páginas do seu Facebook. Hoje, confessa o sonho de marcar presença, quiçá, na próxima Feira do Livro de Braga.

A escrita sempre fez parte da sua vida e, no fundo, foi sempre a sua melhor companhia, nos dias maus e nos dias bons, em todos os passos que deu. O Facebook acabou por potenciar o seu talento, que um aluno até caracteriza de “verdades rimadas”. Fátima encontrou uma forma de expressão pela arte da palavra e agora alguns desses ‘gritos’ interiores estão vertidos neste seu primeiro livro publicado pela editora ‘Poesia Fã Clube’.

“Fiz carreira como assistente operacional, tendo começado muito ligada ao ensino especial. Trabalho na Escola Secundária de Maximinos há 15 anos e gosto muito de estar cá”, contou, indicando que a escrita surge sempre nas horas vagas. “Comecei a escrever mais depois de ter criado a minha conta de Facebook. Tenho lá um álbum onde, através de imagens que vou vendo vendo e recolhendo, me inspiro para escrever. São pensamentos que surgem e que aprofundo, mas muitos também falam de mim”, indicou a poetisa, nascida em Angola, mas residente em Braga há 44 anos.

No Facebook tem mais de 300 textos poéticos publicados e neste primeiro livro ‘Sussurro da Minha Alma’ que agora lança reuniu 53. Confessa-se uma “gulosa de afectos” e é esse lado mais intimista que revela nestas poesias. “Os textos que reuni para este livro têm um bocadinho de tudo, desde poesia mais descritiva que fala de mim, da forma como penso e o que sou, mas também de como o tempo passa depressa demais e nós não nos apercebemos. Há também poesia mais sensual, mas são coisas simples. Coisas simples, como eu”.

Fátima Ribeiro diz que a sua escrita, tantas vezes de forma rimada, é “uma forma de libertação”. “A escrita liberta-me e tem sido, na realidade, um grande apoio para ultrapassar momentos mais difíceis na vida”, disse, lembrando que, hoje, a sua escrita já não vê só o lado negativo. Vê mais além, o positivo também. “Penso que é preciso voltar a acreditar”.
É lá no recanto e sossego da sua casa que, todos os dias, ou quase todos os dias, que, em vez de ficar a olhar para o vazio da televisão, Fátima escreve sobre emoções. “É um mundo meu, que agora partilho também”.

“Sinto-me muito feliz por ter tido esta oportunidade de publicar um livro. Não estava à espera e tudo aconteceu muito depressa, depois de um amigo meu ter publicado um livro de poesia. A editora acabou por me contactar e apreciou os meus textos. E o convite chegou”.

‘Nada acontece por acaso’ é um título que Fátima Ribeiro dá a um dos seus poemas e garante que estas palavras são “bem certas”.
“Tenho tido muito apoio por parte de todos aqui na escola e muitos professores e alunos contaram-me ter ficado surpreendidos, embora alguns já soubessem e me incentivassem a continuar”, afirmou. “Quando se dá muito apoio aos outros, é muito bom senti-lo também da sua parte”, registou.

Considerando esta possibilidade que lhe surgiu de publicar os seus textos poéticos um ‘sonho que virou realidade’, Fátima Ribeiro diz que, mais do que outra coisa qualquer, este “é um mimo para mim”. Talvez até “no momento certo”.
O livro de poesia é apresentado publicamente na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, no próximo sábado, às 15.30 horas, por Pedro Silva Mendes.

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