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Braga

2020-02-27 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

A Greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica dos Hospital de Braga superou os 95 por cento nas primeiras horas da manhã de ontem. Lutam pelas mesmas condições laborais que nos outros hospitais.

Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica do Hospital de Braga estiveram, ontem, em greve, reivindicando, por exemplo, as 35 horas, numa efectiva aplicação da lei com a adesão ao acordo colectivo de trabalho dos hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial). A adesão à greve superou os 95 por cento, embora os serviços mínimos estivessem garantidos, e os técnicos prometem novas formas de luta caso as suas reivindicações não sejam atendidas. O Hospital de Braga garante que o processo está a ser ultimado com a ARS Norte e com a tutela.

Entre as reivindicações, os técnicos superiores exigem a aplicação do acordo colectivo de trabalho dos tal como acontece com todos os hospitais EPE, a aplicação, com retroactivos, do Decreto-Lei 62/79, a correcta nomeação dos coordenadores, a constituição do conselho técnico e a devida publicação do regulamento interno e a regularização dos vínculos precários.

Carminda Costa, dirigente sindical e representante do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, indica que “neste momento nós estamos a reivindicar a aplicação daquilo que está estipulado na lei. Esta não é a primeira greve e estamos dispostos a que não seja a última, caso não haja qualquer movimentação por parte da administração”, afirmou, dizendo que os técnicos estão todos à espera que a administração do hospital lhes indique o timing certo para a aplicação de tudo o que reivindicam. “Temos promessas, mas não temos a prática”, criticou a dirigente sindical, apontando para as reuniões já realizadas com a administração do hospital em Julho e Novembro passados, mas que até agora “ainda não houve qualquer movimentação” para atender as suas reivindicações. “Até hoje ainda não tivemos resposta nenhuma, a não ser um comunicado onde nos prometem muitas coisas mas onde não estão prazos definidos”.

Lamentando o facto de terem que ter partido para uma greve, os técnicos superiores do Hospital de Braga exigem a efectiva aplicação da lei, tal como acontece nos outros hospitais. “Esperamos que a administração compreenda que, atendendo a que nós somos a parte mais importante de um hospital, que somos a retaguarda de um hospital, nos dê a importância que nós, de facto, devemos merecer e que percebam que estamos em desigualdade com os outros hospitais em matéria de aplicação da lei”, afirmou Carminda Costa, indicando que os técnicos estão sempre abertos ao diálogo.
O conselho de administração do Hospital de Braga, voltou a frisar a “valorização e motivação dos profissionais é um dos objectivos máximos do Conselho de Administração do Hospital de O conselho de administração do Hospital de Braga, voltou a frisar a “valorização e motivação dos profissionais é um dos objectivos máximos do Conselho de Administração do Hospital de Braga” e que neste momento “aguarda orientações da ARS-Norte e da tutela”.

A administração do Hospital de Braga informa que já deliberou que vai aplicar o Decreto-Lei n.º 62/79, de 30 de Março - que estabelece especificações do regime de trabalho dos profissionais de saúde e respectivas remunerações e que vai efectuar o pedido de adesão aos Acordos Colectivos de Trabalho, garantindo a igualdade entre profissionais. “Neste momento, está a ser ultimado o procedimento de adesão a estes acordos, tendo sido previsto no orçamento de 2020 os respectivos impactos financeiros, quer das actualizações salariais quer da necessidade de recursos necessários com a passagem do horário normal de trabalho para as 35 horas semanais”, indica a administração.

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