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Teatros oferecem programação acessível

Vale do Ave

2021-10-20 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Carência de programação cultural acessível a pessoas com limitações visuais ou auditivas levou à criação de uma Rede de cinco teatros. A Oficina e o Teatro do Noroeste fazem parte.

Cinco estruturas teatrais, entre elas a A Oficina, de Guimarães, e o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana do Castelo, formaram a Rede de Teatros com Programação?Acessível, que apresenta, nos próximos meses, uma programação de cinco espectáculos com língua gestual portuguesa e outros tantos com audiodescrição. A Rede, que foi apresentada ontem no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, para além das duas companhias minhotas, integra o Teatro Municipal Baltazar Dias (Funchal), o Teatro Municipal da Guarda e o Cine-teatro Louletano (Loulé).
Maria Vlachou, directora executiva da Acesso Cultura, uma associação que promove o acesso físico, intelectual e social à participação cultural que coordena a Rede, explicou que os propósitos da mesma são apresentar uma oferta regular de espectáculos para os públicos invisual e surdo e criar melhores condições de acesso à produção cultural fora dos grandes centros urbanos.
Esta parceria que junta cinco teatros conta com o financiamento da ‘Fundação la Caixa’, tendo Ana Feijó Cunha, directora desta instituição, declarado o desejo de que a Rede seja “o princípio de um projecto mais vasto e que todos os teatros tornem este oferta de programação uma actividade normal.
Fátima Alçada, directora artística de A Oficina, sublinhou que o objectivo “é chegar a mui- tas pessoas a que não chega- mos normalmente”, esperando também que os espectáculos com língua gestual portuguesa e audiodescrição se transformem “numa prática dos nossos dias”.
Sandra Nóbrega, directora do Teatro Baltazar Dias, entende que a Rede agora criada era “cada vez mais urgente”, aplaudindo a “visão estratégica da Fundação la Caixa e da Acesso Cultura em apoiar uma parceria com instituições de produção cultural periféricas”.
Paulo Silva, programador do Cine-teatro Louletano, espera que a Rede seja “a semente de algo ainda maior, um pequeno jardim com cinco flores que leve a um grande jardim em Portugal”.
Ana Reguengos, técnica de públicos do Teatro Noroeste, destacou ontem a importância ter um estrutura cultural “transversal”, adiantando que, no caso da companhia vianense, a língua gestual portuguesa já foi incluída no respectivo serviço educativo, pelo que se aguarda com expectativa a chegada da audiodescrição.
Para Vítor Afonso, programador do Teatro Municipal da Guarda, a Rede “é um passo importante para a democratização do acesso à Cultura”, esperando-se que a mesma “se explanada para outros teatros”.
Com a constituição da Rede de Teatros com Programação Acessível, os seus cinco membros esperam uma melhor colaboração e partilha de recursos.
Entendem os responsáveis das cinco estruturas que a oferta regular de espectáculos com audiodescrição e interpretação em língua gestual portuguesa melhorará as condições de acesso à sua programação de pessoas com deficiência visual e auditiva, bem como os seus familiares e amigos.
O primeiro espectáculo da Rede de Teatros com Programação Acessível, a 18 de Novembro, no Festival de Teatro de Viana do Castelo, é ‘Monólogo de uma mulher chamada Maria’, criação, texto e interpretação de Sara Barros Leitão.

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