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Trabalho colaborativo é para continuar
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Trabalho colaborativo é para continuar

Braga

2019-11-11 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

‘PatchWork: identidades e diversidades’ foi o espectáculo que subiu ontem ao palco do Auditório Vita. Cerci apresentou projecto em parceria com várias instituições.

Depois do projecto ‘Dança para Tod@s!’, a Cerci Braga decidiu “dar o salto” e apresentar o espectáculo ‘Patchwork: identidade e diversidade’ em palco, envolvendo outras entidades. “Este é o caminho que queremos seguir, percorrer um caminho ligado à arte e ao desporto, utilizando estas estratégias para a inclusão das pessoas com deficiência”, assumiu ontem a presidente da Cerci, Vera Vaz, momentos antes do espectáculo começar no auditório Vita, assegurando que este “projecto colaborativo é para continuar”.

Desde 2015 que a Cerci Braga tem desenvolvido diferentes projectos na área da dança, música e videodança e este projecto foi crescendo, “conseguindo-se ganhar mais dimensão, conquistar outros parceiros e actuar numa sala maior, trazendo mais impacto à comunidade”, sublinhou a presidente da instituição.
O espectáculo ‘Patchwork: identidades e diversidades’ envolveu pessoas cegas, de baixa visão, surdas e com dificuldades intelectuais. “Cada um de nós é um pedacinho único para trabalhar a individualidade e depois se chegar à diversidade de modo a que cada um se coloque no lugar do outro”, explicou, entretanto, a directora artística. E Ana Caridade foi peremptória: “conseguimos fazer uma manta de retalhos e criamos um espectáculo maravilhoso”.
A directora artística aproveitou ainda a oportunidade para deixar o recado: “o nosso público precisa de mais tempo nos espaços públicos da cidade. Sabemos que tempo é dinheiro, mas precisamos de mais tempo para os ensaios. Não podemos, por exemplo, ter uma hora antes do espectáculo para fazer o ensaio, este público precisa de mais tempo”.

Este projecto iniciou em Abril passado e teve o co-financiamento do Instituto Nacional para a Reabilitação e envolveu diversas entidades parceiras, mais concretamente, a plataforma MOSAICO, Arte Total, Associação – O mundo somos nós, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Associação de Apoio ao Deficiente Visual do Distrito de Braga (AADVDB), EB 2,3 de Trigal Santa Maria, Agrupamento de Escolas D. Maria II, EB 2,3 de Celeirós, entre outros.
A Associação de Apoio ao Deficiente Visual do Distrito de Braga, por exemplo, participou com seis utentes, três cegos e três com baixa visão. Sandra Gomes, uma das jovens com baixa visão, teve o “privilégio” de participar neste espectáculo de dança. “Cada pessoa tem as suas dificuldades e limitações, mas todos juntos conseguimos ultrapassar”, contou a jovem antes de subir ao palco do Auditório Vita, confidenciando que a dança a torna “mais livre”. Por isso, deixou o apelo: “que haja mais espectáculos destes e não se esqueçam de nós”.

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